Passaram 150 longos meses em Carnaxide. Derrota atrás de derrota, a SIC não subia ao primeiro lugar nas contas mensais desde o longínquo julho de 2006. Até fevereiro de 2019, já de malas e bagagens em Paço de Arcos. Por uma décima, o canal de Balsemão foi o mais visto no segundo mês do ano.

Cristina Ferreira começou a fazer estragos nas contas da TVI ainda em janeiro, mas fevereiro foi decisivo para que a mossa se tornasse visível. Queluz ainda contra-atacou na última semana do mês, com várias mudanças de programação, mas a SIC conseguiu, por uma unha negra, roubar o primeiro lugar que lhe fugia há mais de uma década: 18,6% de share, contra 18,5% da TVI. É preciso recuar quase 20 anos para encontrar um mês com uma quota de mercado tão baixa da Quatro.

Entre os principais destaques dos programas mais vistos do mês, pontificam a predominância do futebol nos primeiros lugares e ainda o domínio da TVI ao nível do top10, onde ocupa seis dos lugares, o que confirma a hegemonia que ainda mantém no horário nobre.

Audiências de Fevereiro - top50

A SIC junta assim à liderança do mercado publicitário, que já detinha, o primeiro lugar em número de espectadores. A Impresa, na apresentação das contas de 2018, sublinha que o universo de canais concentrou 45% do investimento do mercado publicitário em televisão. A holding que detém a SIC, o Expresso e a Blitz registou lucros de 3,1 milhões no ano transato, após um 2017 que tinha sido de prejuízos. O bom resultado foi conseguido do lado da despesa, com as receitas a descerem 2,2%.

Outros destaques do mês

  • A RTP1, a RTP2 e a RTP Memória mantiveram-se inalteradas entre janeiro e fevereiro, mantendo as quotas de mercado do mês passado: 12,1, 1,4% e 1% de share, respetivamente.
  • A RTP3 foi o canal de informação mais visto do mês, com 1,7% de share. A SIC Notícias marcou 1,6%, recuando duas décimas face a janeiro e estando agora em igualdade com a TVI24, que fica com a mesma média.
  • A CMTV mantém-se como líder entre os Canais Cabo, registando os mesmos 4% de share que tinha marcado em janeiro. A Globo continua no encalço, com 3% de quota de mercado.

 

Em atualização.