Frei Luís de Sousa, o clássico de Almeida Garrett, regressa ao palco do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, na próxima sexta-feira (1 de março), com a encenação de Miguel Loureiro.

Baseado na vida de Frei Luís de Sousa (1555-1632), nome adotado pelo fidalgo Manuel de Sousa Coutinho ao ingressar na ordem dos frades dominicanos, o drama garrettiano em três atos foi representado pela primeira vez em 1843.

Desde 1850, a primeira vez que a peça foi apresentada no Teatro Nacional D. Maria II (então Teatro Nacional), a história do prosador do século XVII, considerada como um dos monumentos teatrais do romantismo, tem sido continuamente encenada.

Vinte anos depois da última encenação naquele palco, o clássico de Almeida Garrett (1789-1854), que remonta ao reinado dos Filipes de Espanha em Portugal, ganha agora uma nova vida sob o olhar contemporâneo do encenador Miguel Loureiro.

A encenação de Loureiro de Frei Luís de Sousa apresenta uma tragédia intemporal, mas, ao contrário do original, é pautada pelo comedimento e contenção no que diz respeito às emoções ou às lamúrias das personagens.

Em declarações enviadas ao Notícias ao Minuto, o encenador afirmou que a sua intenção foi seguir “pela zona de um certo gótico, de uma certa sombra, de uma certa névoa”, sem, no entanto, “trair o espírito do texto original, das fábulas e das fantasmagorias que contém”.

Integrada nas comemorações do bicentenário do nascimento de D. Maria II (1819-1853), a peça vai estar em cena na Sala Garrett até 7 de abril, com espetáculos em horários diferentes: quarta-feira e sábado, às 19h, quinta e sexta-feira, às 21, e domingo, às 16h.

A interpretação das personagens de Frei Luís de Sousa está a cargo de Álvaro Correia, Ângelo Torres, Carolina Amaral, Gustavo Salvador Rebelo, João Grosso, Maria Duarte, Rita Rocha, Sílvio Vieira e Tónan Quito.

A sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa está agendada para o dia 31 de março, às 16h, seguida por uma conversa com os artistas após o espetáculo.

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