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Fotografia: Unian.net

Eurovisão 2019: Ucrânia retira direito de participação à vencedora da final nacional

MARUV, a eleita pelos ucranianos para representar o país no Festival Eurovisão da Canção, não conseguiu chegar a acordo com a UA:PBC, emissora responsável pela participação nacional, para participar no certame.

A cantora, eleita com a pontuação máxima do televoto, obteve o segundo lugar no veredito do júri e conseguiu garantir o direito preferencial para estar em Telavive no próximo mês de maio. No entanto, as exigências da estação televisiva para que MARUV apresentasse a sua música em Israel foram consideradas pela intérprete como “desumanas moral e fisicamente“.

A UA:PBC também já confirmou que não será a vencedora do Vidbir a vestir as cores do país nas semifinais do concurso organizado pela União Europeia de Radiodifusão.

A polémica em torno desta vencedora começou ainda no sábado (23), quando foi questionada sobre a sua relação com a Rússia e visão em relação ao território da Crimeia, atualmente anexado pela Federação liderada por Vladimir Putin.

Quando questionada acerca do assunto, MARUV não respondeu de forma clara. Jamala, vencedora da Eurovisão 2016 pela Ucrânia e membro do júri da seleção, exemplificou o tipo de questões de que a artista poderia vir a ser alvo caso fosse à Eurovisão. “Crimeia — é parte da Ucrânia, ou…?” ao que MARUV respondeu que era parte da Ucrânia. A desconfiança face à vencedora surgiu devido a várias atuações que esta tinha marcadas na Rússia para os próximos meses.

A intérprete, numa publicação nas redes sociais, acusa a estação televisiva de tentar tudo para limitar a escolha dos espectadores por motivos políticos e sublinha “amar a liberdade“, não estando disponível para defender as ambições políticas de ninguém. Vai mais longe e promete não se render, avançando com a produção de “um videoclip para a canção” e com a preparação de “uma grande tour pela Ucrânia e outros países da Comunidade de Estados Independentes“.

Em 2017, a Rússia foi impedida de participar no Festival Eurovisão da Canção, organizado pela delegação ucraniana, por motivos semelhantes. A concorrente Yulia Samoylova tinha participado em concertos na área da Ucrânia atualmente ocupada pelas autoridades russas, o que é considerado um crime pelo país.

 

 

 

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