É nesta noite de domingo para segunda-feira que se realiza a tão aguardada cerimónia de entrega dos Oscars 2019. Como tem sido o caso todos os anos, a 91.ª edição dos prémios da Academia tem lugar no Dolby Theatre, em Los Angeles.

De todas as estatuetas que vão ser entregues, a mais aguardada é aquela referente à categoria de Melhor Filme, que é composta por oito filmes. O Espalha-Factos resumiu num parágrafo todas as obras que estão a concorrer por uma das mais prestigiadas distinções da Sétima Arte.

Black Panther

Fonte: Marvel

O cartão de visita de Black Panther é notável. Temáticas de independência, desigualdade social e orgulho africano e tribal são abordadas. Black Panther procura destacar-se num universo povoado de mecanismos e atalhos narrativos e visuais, que se tornaram lugares-comuns.

Crítica de Rui Francisco Pereira.

BlacKkKlansman

BlacKkKlansman de Spike Lee

Fonte: Focus Features

BlacKkKlansman: O Infiltrado recupera a narrativa verídica de um polícia afro-americano que infiltrou com sucesso a organização KKK. Com um argumento quase genial, aqui se atinge o feito de nunca pregar moralismos. Esta obra consegue ridicularizar a estupidez do ser humano, sem nunca desvalorizar ou esquecer os fantasmas do passado. Isto sim, é uma comédia.”

Crítica de Maggie Silva.

Bohemian Rhapsody

Foto: Divulgação

Bohemian Rhapsody é um dos mais controversos candidatos aos Oscars 2019. Rami Malek oferece uma interpretação extraordinária de Freddie Mercury, cuja vida a produção retrata, copiando os seus maneirismos até ao mais ínfimo detalhe. No entanto, o guião fomenta uma imagem higienizada do cantor, transformando uma personagem bastante dinâmica numa estranha versão Disney de si mesma. Longe de ser um retrato fiel dos Queen na sua essência, Bohemian Rhapsody consegue, ainda assim, triunfar pela sua excelente banda sonora, caracterizações físicas e irreverente comédia“.

Crítica de Matilde Dias.

 

The Favourite

the favourite

Fonte: Fox Searchlight

Em The Favourite, vemos Yorgos Lanthimos igual a si próprio. Na sua sétima longa-metragem, o realizador grego consegue, com sucesso e sem cair no ridículo, introduzir uma faceta mais cómica no género de filme de época, e, com a ajuda das suas três protagonistas, criar uma obra de intrigas que só não é completamente original devido a um fecho um pouco cliché.”

Crítica de Diogo Magalhães.

Green Book

Fonte: Universal PIctures

Tanto Mortensen e Ali têm momentos de destaque individuais, mas o melhor mesmo é quando os dois se juntam. Basta ver e rever, mas rever muitas vezes, a cena em que Vallelonga “obriga” Shirley a experimentar frango frito. São cenas assim que, juntas, fazem de Green Book um enorme prazer.

Crítica de Diogo Magalhães.

Roma

roma

Fonte: Divulgação/Netflix

Roma é perfeito e, por muito que venha a ser ignorado, vai deixar o seu realizador na história. Há, nesta crónica mexicana, alusões a toda a obra cinematográfica do autor, que foi à América aprender mais cinema para se poder dar ao luxo de coisas destas.

Crítica de Miguel Mesquita Montes.

A Star Is Born

Assim Nasce Uma Estrela: A Star is Born

Fonte: Distribuição

Assim Nasce Uma Estrela pode ser um reflexo do mundo da música, mas também poderia representar Hollywood. A universalidade desta história é a razão de já ter sido contada tantas vezes no cinema. Este Nasce Uma Estrela não é meramente um veículo para Lady Gaga e Bradley Cooper, mas também o terceiro remake de um filme de 1937.”

Crítica de Adriano Ferreira.

Vice

vice

Fonte: Annapurna Pictures

Não é segredo que adaptações biográficas ao grande ecrã primam por incoerências relativas à veracidade dos acontecimentos. Muito dos diálogos são imaginados, o que provoca algumas dúvidas em relação ao rigor na caracterização de Cheney. Todavia, o enredo é cativante, entretém o espetador e não falha em “trocar por miúdos” complicada logística política, tornando-a acessível à generalidade.

Crítica de Matilde Dias.