Ana Cláudia, Calema, Conan Osíris e Matay são os quatro apurados para a final do Festival da Canção 2019. Em conversa com a imprensa, após a apuração dos resultados, os concorrentes falaram sobre o que significa para eles esta vitória.

Para os vencedores da primeira semifinal, o Festival da Canção representa acima de tudo a música portuguesa. Sentem-se felizes pelo resultado que obtiveram, mas também por poderem fazer parte deste espetáculo que celebra a cultura nacional.

O festival é uma grande celebração da música portuguesa e, nesse sentido, todas as 16 canções que estão a concurso são uma amostra incrível do que se passa na música em Portugal neste momento”, afirmou Ana Cláudia.

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Mais vitórias para a música portuguesa

Para Calema, passar à final foi um sonho realizado. Fradique Ferreira disse que não estavam à espera de vencer esta semifinal. “É um orgulho muito grande estarmos aqui, sobretudo representarmos a música, cantarmos em português, e estarmos no meio destas figuras que representam a música portuguesa. É mais uma conquista”, afirmou o cantor.

António Ferreira, dos Calema, incentivou a que se apoiem mais jovens músicos, já que “a cultura é essencial para a nossa identidade”. Acrescentou ainda que “a arte é a identidade de um povo” e que “sem arte não temos essência”.

Calema, Ana Cláudia, Tiago Machado, Matay e Conan Osíris

Os finalistas da primeira semifinal em conversa com a imprensa. (Fotografia: RTP/ João Pedro Correia)

Tiago Machado, compositor da canção interpretada por Matay, Perfeito, mostrou-se muito feliz, mas não só pela vitória. “Estou muito feliz, especialmente porque senti que cumpri a minha missão, que é apresentar o Matay a solo às pessoas porque ele merece todo o respeito como o intérprete fantástico que é”, contou o compositor.

Um festival cheio de história

Matay considera que há uma grande responsabilidade associada ao Festival da Canção, devido à sua história. “Já passaram muitos, já estiveram muitos cá, grandes nomes da música portuguesa e a verdade é que o que nós estamos a fazer aqui é dar continuidade a algo que já começou lá atrás e foi muito bem feito”, explicou o intérprete.

Conan Osíris também falou de história, mas a que está a ser feita agora. “O que estamos a fazer aqui, agora, é cultura, e não só, é história, então nós estamos a alimentar o país com isso. No fim de tudo é o que fica, goste-se, não se goste, seja o seu estilo ou não”, afirmou o artista. Sobre ser o favorito do público no televoto, Conan Osíris disse que foi “uma cena mindblowing”, da qual não estava de todo à espera.

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