A Farfetch é o mais recente gigante da indústria da moda a proibir a venda de peles de animais. A empresa de e-commerce de moda de luxo nacional e internacional anunciou que artigos em pele e couros exóticos serão retirados do site em dezembro.

Depois de casas como Gucci, Michael Kors, Versace, Chanel, Jean Paul Gautier, Jimmy Choo e até a sua concorrência direta, Net-a-Porter terem dado esse passo, a Farfetch junta-se agora ao crescente movimento ambientalista. A plataforma de comércio, criada pelo empresário português José Neves, tem estado sob pressão por parte de grupos ativistas dos direitos dos animais.

Segundo o site Fashion Network UK, a organização não governamental de ambiente PETA comprou ações da Farfetch tendo como objetivo pressionar a companhia. Na época da compra, no passado outono, a organização norte-americana declarou que o investimento lhe permitiria participar nas reuniões anuais da Farfetch e assim pedir “publicamente que deixasse de vender peles”.

Quando a decisão da Farfetch foi tornada pública, foram várias as organizações internacionais ambientalistas que mostraram a sua satisfação. A Humane Society Internacional (HSI) e a sua filial americana declararam mesmo ter trabalhado durante anos para que esta mudança acontecesse.

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Claire Bass, diretora-geral da HSI, mostrou satisfação pela decisão da Farfetch tendo esperança que com o passar do tempo este caminho seja escolhido por outras casas. “Cada novo anúncio relativo a moda livre de peles prolonga o efeito dominó junto de estilistas e retalhistas. A revolução da moda livre de peles não mostra sinais de abrandar, e casas como Fendi ou Dolce & Gabbana, que ainda vendem peles, parecem cada vez mais desatualizadas e isoladas.”