O ano de 2019 marca os 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci, considerado um dos artistas mais completos que o mundo já conheceu graças às suas contribuições em praticamente todos os campos do conhecimento humano.

O génio italiano morreu no dia 2 de maio de 1519 e para celebrar os 500 anos do seu desaparecimento, a editora Vogais lançou a obra Pensar como Leonardo Da Vinci, de Daniel Smith, que diz ser “uma biografia de leitura simples e inspiradora”, lê-se no comunicado.

Leonardo Da Vinci, considerado um dos artistas mais completos que o mundo já conheceu graças às suas contribuições em praticamente todos os campos do conhecimento humano.

Famoso por criar algumas das imagens mais icónicas da arte — incluindo Mona Lisa e A Última Ceia — Leonardo da Vinci influenciou gerações de artistas e pensadores, continuando a fazê-lo 500 anos depois da sua morte. O alcance e a profundidade da sua obra fazem de Leonardo da Vinci um artista único na história.

A obra agora disponível nas livrarias menciona não só as suas obras e criações em diversos campos, mas também se debruça sobre a sua filosofia de vida e no que o leitor pode aprender e adaptar ao seu dia-a-dia. “Como aproveitar as oportunidades, Como tirar proveito dos seus talentos? Inovar, experimentar e imaginar o impossível. Manter as coisas em perspectiva. Combinar a arte e a ciência…”. Estes são alguns dos pontos de partida que vão desafiar o leitor.

Pintor, escultor, arquitecto, músico, engenheiro, e mais…

Autodidata, além de pintor, Da Vinci foi também escultor, arquiteto, músico, matemático, engenheiro e anatomista de talento. “Com uma insaciável sede de conhecimento, Da Vinci nunca estava satisfeito com o que aprendia. Ele fez a ponte entre arte e ciência, e procurou sempre a perfeição e a precisão no seu trabalho, desenvolvendo técnicas que continuam a ser usadas até hoje. Combinando essas forças com uma imaginação única, Da Vinci desenhou invenções séculos à frente do seu tempo”, pode ler-se no comunicado da editora.

Lê os primeiros parágrafos da obra a seguir e, se ficares curioso, podes aceder aos primeiros capítulos aqui.

“Nos cinco séculos e meio que decorreram desde o seu nascimento, Leonardo da Vinci tornou‑se uma incógnita. É talvez o mais conhecido artista de todos os tempos. Se pedir a alguém que não tenha o mínimo interesse pelas belas‑artes para nomear um artista, há fortes possibilidades de que o escolhido seja Picasso ou, então, Da Vinci. O seu retrato Mona Lisa é a pintura mais reconhecível em todo o mundo, porventura por ter sido tantas vezes alvo de paródia. Ao longo de gerações, viram‑se as paredes de quartos de estudantes em todo o mundo decoradas com imagens daquela mulher de sorriso enigmático, enfeitada com óculos de aros grossos, a fazer o gesto da paz ou a fumar um charro.”

Arte de rua inspirada na obra de Da Vinci | Foto: Unsplash

“Da Vinci também se transformou num símbolo de genialidade. É discutível se é útil vê‑lo nestes termos, pois o conceito de genialidade é bastante fluido. O que faz um génio? Uma inteligência extrema? Capacidades naturais invulgares? Talvez até algum tipo de poder sobre‑humano concedido por uma divindade? A própria palavra tende a alienar o sujeito da oração do mundo em geral. Da Vinci pode ter tido os traços de um génio, mas vê‑lo simplesmente nesses termos é interpretá‑lo como distante, inalcançável, sobrenatural. Não é possível ver o génio Da Vinci como um de nós.”

Sobre o autor

Daniel Smith é um autor de não-ficção que tem escrito sobre política, economia e história social. É o autor de todos os livros da colecção Pensar Como, da editora Vogais, onde se incluem as biografias  de Steve Jobs, Einstein, Churchill, Bill Gates, Stephen Hawking, Sigmund Freud e Nelson Mandela, publicadas em 20 línguas. Contribui frequentemente com textos seus para o The Statesman’s Yearbook, um guia geopolítico do mundo.

Outros eventos para celebrar a efeméride

O Louvre, em Paris, vai organizar entre 24 de outubro de 2019 e 24 de fevereiro de 2020, a Leonardo da Vinci, uma exposição com as principais obras de Leonardo do museu francês — Mona Lisa, A Virgem dos Rochedos, A Virgem, entre outras.

Em Londres vai acontecer Leonardo da Vinci: A Life in Drawing, com mais de 200 desenhos da Royal Collection patentes na Queen’s Gallery do Palácio de Buckingham, entre 24 de maio e 13 de outubro deste ano. Antes disso, a exposição vai estar em 12 cidades britânicas, entre 1 de fevereiro e 6 de maio de 2019.

Turistas observando a Mona Lisa no museu do Louvre | Foto: Unsplash

No Castelo Sforza, em Milão, a sala decorada por Da Vinci em 1498 vai ser reaberta a 2 de maio depois de ter sido restaurada. Esta reabertura será acompanhada de duas exposições de desenhos do pintor. Na mesma cidade italiana estão já expostos no Museo del Cenacolo Vincian os Dez Desenhos d’A Última Ceia.

No Museu Leonardino de Vinci estará ainda uma mostra que inclui o seu desenho mais antigo das montanhas de Montalbano. Florença também recebe uma mostra no Museu Galileu sobre Leonardo e seus Livros.

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