Alfonso Cuarón foi eleito este sábado pelo Directos Guild of America (DGA) como Melhor Realizador, derrotando Bradley Cooper (A Star Is Born), Peter Farrelly (Green Book), Spike Lee (BlacKkKlansman) e Adam Mckay (Vice). Contra os mesmos adversários, o realizador mexicano também já tinha vencido o Golden Globe de Melhor Realizador.

A três semanas dos Oscars, Roma continua o seu bom momento nesta temporada de prémios. Esta distinção coloca Cuarón como o favorito ao prémio de Melhor Realizador atribuído pela Academia. Desde 1948, só por sete vezes é que os Oscars é que não coincidiram com o DGA.

Nos bastidores, depois de agradecer à Participant Media, que financiou Roma, Cuarón dedicou parte do seu discurso às atrizes Yalitza Aparicio e Marina de Tavira, ambas nomeadas para os Oscars. “Roma simplesmente não existe sem a generosidade de espírito e a graça da Yalitza e da Marina”, afirmou o realizador mexicano, citado na Variety. “De alguma forma, em conjunto com o resto do meu belo elenco, elas conseguiram trazer à vida este filme a partir da minha memória”. Recorde-se que Roma, situado nuns atribulados anos 70 na Cidade do México, é baseado na infância de Cuarón.

Esta foi a segunda vez que Alfonso Cuarón foi distinguido pelo DGA. A primeira vez foi em 2014, com Gravity, tendo depois vencido o Oscar de Melhor Realizador pelo mesmo filme. A distinção de Roma marca também a segunda vez que um realizador de um filme de língua estrangeira é eleito pelo DGA, depois do mesmo ter acontecido com Ang Lee, que fez Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000).

Não venceu na área do cinema, mas foi mais feliz na televisão, na categoria de Série Dramática. Adam McKay foi distinguido pelo seu trabalho no episódio Celebration, o primeiro da primeira temporada da série Succession.

Ben Stiller foi premiado pela realização de Escape at Dannemora na categoria de Filmes para Televisão e Séries Limitadas.

A concorrer com Eight Grade, Bo Burnham foi o vencedor da categoria de Primeiro Filme.