No dia 25 de janeiro, inaugura, na Morgan Library & Museum, em Nova Iorque (EUA), uma exposição dedicada a J.R.R. Tolkien. Trata-se da maior exposição, até ao momento, de evocação do autor britânico que se consagrou no mundo literário com a trilogia O Senhor dos Anéis.

Intitulada Tolkien: Maker of Middle-earth, a exposição reúne, para além de fotografias e recordações da família, ilustrações, mapas, rascunhos de manuscritos e desenhos relacionados com as obras mais emblemáticas do autor.

De entre os objetos que integram a exposição, destacam-se ilustrações originais de Smaug, o terrível dragão de O Hobbit, ou a Torre Negra de Sauron, descrita em O Senhor dos Anéis e O Silmarillion.

«”Num buraco do chão vivia um hobbit”. Foi com estas palavras que o professor de Oxford J.R.R. Tolkien acendeu uma chama ardente em gerações de leitores», lê-se no texto de apresentação da exposição.

A Terra Média inventada pelo autor «é um mundo completo com as suas próprias linguagens e histórias» e a exposição agora inaugurada «celebra o homem e a sua criação», acrescenta a organização.

Patente até 12 de maio, a exposição dedicada a J.R.R. Tolkien foi produzida a partir de diversas coleções públicas e privadas, entre as quais de Bodleian Library (Oxford, Reino Unido) e de Marquette University Libraries (Milwaukee, EUA).

Tolkien, o criador da Terra Média

Apaixonado pela linguística, John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973) dedicou toda a sua vida ao ensino e, mais tarde, à escrita.

O Hobbit, publicado em 1937, representa a estreia do então professor universitário no mundo literário. Mas foi com a trilogia O Senhor dos Anéis, publicada entre 1954 e 1955, que viria a consagrar-se como o “pai” da literatura fantástica, inspirando novas gerações de autores a criar os seus próprios mundos.

Com mais de 50 milhões de exemplares vendidos, as suas obras foram traduzidas para mais de 30 idiomas e adaptadas para o grande ecrã.

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