Engenhos Mortíferos chegou aos cinemas portugueses em dezembro, mas o livro de Philip Reeve já é conhecido dos leitores portugueses desde abril de 2004. Se não tiveste oportunidade de assistir ao filme, damos-te a conhecer a origem desta história sobre o futuro distópico – steampunk – que apaixonou Peter Jackson (que dispensa introduções) e que promete também deixar-te apaixonado.

Da caneta de Philip Reeve ao grande ecrã de Peter Jackson

O universo que saiu da caneta de Phillip Reeve estende-se muito mais do que a história original, contada em duas partes e não é difícil ver porquê. Três prequelas e três sequelas, cada uma segue diferentes aventuras e histórias das cidades reconstruídas percorrendo o mundo e devorando as cidades mais pequenas, indefesas pelos recursos que estas escondiam.

Fonte: página oficial de ‘Mortal Engines’ no Facebook

Numa entrevista ao Polygon, Peter Jackson foi claro nos seus planos para adaptar Engenhos Mortíferos ao grande ecrã. O plano é, à semelhança do seu trabalho com O Senhor dos Anéis (não seguindo o exemplo da sua trilogia O Hobbit) fazer um filme por livro – confirmando assim que a história contada no primeiro filme de Engenhos Mortíferos segue apenas o primeiro livro da saga.

“Um sonho”, foi como Peter Jackson falou no trabalho em adaptar a cinema o trabalho de Philip Reeve “que alterna em diferentes enredos, em maneiras muito semelhantes como fazemos no filme”.

Sem certezas na realização de um segundo filme para concluir a história de Engenhos Mortíferos, Jackson acrescentou: “a história cresce de maneiras tão inesperadas nos próximos livros. Espero mesmo que consigamos fazer esses filmes”.

E mesmo que os fãs espalhados pelo mundo não consigam ver o desenlace da história de Engenhos Mortíferos… Há sempre os livros!

Universo de Philip Reeve

Philip Reeve, trabalhou numa livraria, em Brighton (Reino Unido), durante a sua juventude. Foi autor, encenador e produtor de peças de teatro e dedicou-se à ilustração de obras infantis. Engenhos Mortíferos marcou a sua estreia no universo literário.

Fonte: site oficial de Philip Reeve

O primeiro livro da saga foi originalmente publicado em 2001. Depois seguiram-se três sequelas Ouro dos Predadores, Máquinas Infernais e A Darkling Plain – ainda sem tradução portuguesa.

Uma saga arrebatadora que nos apresenta um mundo futurista onde os engenhos mecânicos são instrumentos de poder e a tecnologia é a religião.

Os seus livros cobrem cerca de 20 anos na história da Era da Tração, um futuro distante, e desumano, onde quem reina são as cidades, das mais pequenas e insignificantes às grandes metrópoles, que só sobrevivem devorando-se sem qualquer vestígio de misericórdia.

Aeronaves sobrevoam os céus, submarinos anfíbios espreitam nos oceanos e fragmentos de uma tecnologia perigosa que sobrevieram de uma guerra de há muito, aguardam ser descobertos e postos em uso no conflito iminente entre estas cidades e os seus inimigos.

Fever Crumb, que conta a história de uma rapariga a viver em Londres, pouco antes de ser reconstruída como uma cidade móvel, foi o livro que obrigou Philip Reeve a continuar a dar vida à sua saga. Fever, a protagonista das prequelas continuou a ter a sua história contada nos livros A Web of AirScrivener’s Moon.

Foto: página oficial de Philip Reeve no Facebook

Este universo que Philip Reeve nos traz é enriquecido pela audaz mistura de vários géneros literários – thriller, ficção científica e aventura fantástica.

Sobre Engenhos Mortíferos

“Numa época pós-apocalíptica, há muito que os seres humanos abandonaram a vida no solo do planeta Terra, e apenas os bárbaros aí permanecem.”

Foi assim que Philip Reeve deu início à sua saga. A obra encontra-se disponível aqui!

Fonte: Wook

As cidades, desde as grandes metrópoles às mais pequenas, passaram a mover-se sobre engenhos de tração e, para sobreviverem, converteram-se em predadoras lutando umas contra as outras.

As maiores consomem as mais pequenas e os habitantes destas são escravizados ou mortos. Londres é uma das metrópoles mais poderosas mas ambiciona mais, sempre em busca de cidades para se alimentar. Para tal tem de dizimar milhões de seres humanos sem dó nem piedade. Felizmente, nem todos se deixam apanhar facilmente.

Tom Natsworthy e Hester Shaw tentam, com todas as suas forças, impedir o genocídio. Uma história de coragem que tenta fazer face à incessante ganância humana.

Num cenário sórdido e arrepiante, os dois jovens são confrontados com a vertente mais sinistra do mundo em que vivem, mas descobrem do que são verdadeiramente capazes.

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