Na voragem de livros publicados nos últimos 12 meses, há alguns que marcaram os nossos dias, pelas suas personagens ou histórias arrebatadoras. Entre o real e a ficção de talentos emergentes ou nomes consagrados no mundo literário, o Espalha-Factos dá-te a descobrir quais são os cinco melhores livros que lemos em 2018.

Less, Andrew Sean Greer

Foto: Goodreads

‘Less’, do norte-americano Andrew Sean Greer, conta a história do escritor fracassado Arthur Less que, prestes a completar 50 anos de vida, embarca numa viagem pelo mundo para evitar o casamento do seu ex-namorado. O protagonista percorre quilómetros de distância desde França até ao Japão, passando também pela Alemanha e pela Índia, numa viagem de reflexão sobre a velhice e redescoberta do amor.

O romance foi distinguido, em 2018, com o Prémio Pulitzer na categoria de Ficção, considerado pelo júri «um livro generoso, musical na sua prosa e expansivo na sua estrutura e alcance».

O Tatuador de Auschwitz, Heather Morris

Baseado numa história verídica, ‘O Tatuador de Auschwitz’ é o romance de estreia da escritora neozelandesa Heather Morris. O livro conta a história de Ludwig (Lale) Sokolov, vítima do Holocausto que foi forçado a tatuar os números de prisioneiro nos braços dos seus companheiros nos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Pensada inicialmente como um argumento cinematográfico, a história comovente de amor e sobrevivência do tatuador, contada em entrevistas concedidas pelo próprio a Heather Morris, foi publicada em livro no início deste ano e rapidamente se tornou em best-seller mundial.

«Extraordinário, comovente, avassalador, edificante… uma história sobre os limites do comportamento humano, onde atos de violência intencionais acontecem a par de atos de amor altruístas e impulsivos. Recomendo-o sem reservas», Graeme Simsion, autor de ‘O Projeto Rosie’

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A Morte do Comendador, Haruki Murakami

Foto: Fnac

‘A Morte do Comendador’ é a obra mais recente de Haruki Murakami, com a qual o autor japonês considerado um dos maiores romancistas da atualidade procura prestar tributo ao clássico ‘O Grande Gatsby’, da autoria de F. Scott Fitzgerald.

A música e a pintura serviram de mote para a história, dividida em duas partes, de um retratista sem nome que depois de abandonado pela mulher em Tóquio, se vê obrigado a mudar para a casa de montanha de um famoso artista, onde encontra um quadro inédito e experiencia uma série de acontecimentos misteriosos.

O Homem de Giz, C. J. Tudor

Aplaudido pela crítica, o livro de estreia de C. J. Tudor é um thriller repleto de suspense protagonizado por cinco adolescentes que se entretêm a trocar mensagens a giz pela cidade. Dividido entre 1986 e 2016, o livro acompanha o grupo entre a infância e a idade adulta que se vê assombrado por um assassinato e uma figura sinistra.

«Uma história inteligentemente concebida e habilidosamente contada sobre segredos, mentiras e paixões distorcidas, um protagonista perturbado, um terrível assassínio que não era o que parecia ser e um monstro odioso no centro de tudo», John Vernon, autor de ‘Pensa Num Número’

Becoming – A Minha História, Michelle Obama

Foto: Fnac

‘Becoming – A Minha História’ é o livro de memórias de Michelle Obama, no qual esta revisita o passado e partilha com os leitores as experiências que a tornaram a mulher que é hoje, desde a infância no sul de Chicago até aos desafios associados ao papel de mãe e Primeira-dama dos EUA.

Lançado a 13 de novembro nos EUA, o relato íntimo de Michelle Obama vendeu, em apenas 15 dias, mais de dois milhões de exemplares. É também uma das obras mais procuradas pelos leitores portugueses.

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