Receitas de Bilheteira
Fotografia: Divulgação

2018 prestes a tornar-se um ano recorde em receitas de bilheteira

Apesar de a atenção de muitos cineastas (e cinéfilos) estar a passar para serviços de streaming como a Netflix, 2018 está a ser um ano muito positivo para as salas de cinema. Para além de as receitas de bilheteira terem batido um novo recorde nos Estados Unidos durante este ano, há a possibilidade de estas também baterem um recorde mundial em breve.

Segundo as estimativas, 2018 poderá acabar com receitas num total de 36,4 mil milhões de euros. Isto será um aumento de 2,7% em relação ao ano passado. Grande parte deste crescimento deve-se ao sucesso de filmes como Black Panther e Crazy Rich Asians nos Estados Unidos, mas também ao crescimento de outros mercados. No total, 53 filmes até agora conseguiram faturar mais de 100 milhões de dólares mundialmente. O filme mais visto em todo o planeta até agora foi Os Vingadores: Guerra do Infinito (2.049 mil milhões de dólares).

Os valores deste ano representam um crescimento de 50% na última década. Em 2008, os totais globais eram de 24,2 mil milhões de euros.

O crescimento universal nas receitas de bilheteira vai contra a ideia gerada no ano passado, de que as salas de cinema estariam a perder força face aos serviços de streaming.  Paul Dergarabedian, analista de media da Comscore, acredita que os grandes estúdios souberam responder ao desafio de forma eficaz: “2018 foi monstruoso nos multiplexes, com uma oferta diversa de pequenos e grandes filmes“, explicou.

Portugal contraria cenário global

Em Portugal, o filme mais visto e com maior faturação este ano foi The Incredibles 2: Os Super-Heróis, tendo ganho mais de 3 milhões de euros, sendo seguido por Bohemian Rhapsody, que faturou mais de 2,5 milhões de euros. O mercado português está em dissonância face aos congéneres estrangeiros, com as receitas a quebrarem cerca de cinco milhões de euros face a igual período do ano passado: a faltar apenas uma semana para o fim do ano, as salas nacionais tinham faturado 75,4 milhões, contra 80,7 milhões em 2017.

 

 

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