Falta muito pouco para o Natal, e com esta quadra festiva chegam os presentes, os azevinhos e também os filmes. Sozinho em Casa, O Amor Acontece e Grinch são alguns exemplos de obras cinematográficas que são transmitidas na televisão na Consoada e no dia de Natal.

Se queres fugir aos filmes de Natal que passam sempre na televisão por esta altura, existe um conjunto de filmes que fazem alusão a esta altura do ano, mas que raramente são mencionados. Esta é um lista de cinco filmes de Natal alternativos que podes ver para uma quadra natalícia diferente.

Die Hard (1988)

O primeiro da saga de John McClane, personagem interpretada por Bruce Willis, é um clássico dentro do género de Ação. A história de um polícia que tenta salvar reféns de um terrorista alemão numa festa de Natal não é propriamente a primeira ideia que vem à cabeça quando se pensa em histórias de Natal, mas é impossível negar os elementos alusivos.

Die Hard celebra este ano o 30º aniversário e a Fox aproveitou a ocasião para lançar nesta terça-feira um trailer alternativo. As mudanças introduzidas dão ao filme um aspecto ainda mais natalício. “A história de Natal mais fantástica alguma vez contada”, pode ler-se no trailer.

Batman Returns (1992)

Antes de haver Christopher Nolan, já existia Tim Burton. O realizador norte-americano presenteou-nos um bom par de filmes sobre Batman, com Michael Keaton a interpretar o herói de Gotham. Em Batman Returns, Batman tem de lidar com a ameaça de Pinguim e o seu plano de matar os filhos primogénitos de Gotham.

Apesar de não ascender ao estatuto de clássico de Batman, este segundo filme é muito bom e cheio de marcas típicas de Burton. Ao contrário do anterior, Batman Returns é pautado por um ambiente mais colorado devido às decorações de Natal muito presentes ao longo do filme.

Eyes Wide Shut (1999)

Eyes Wide Shut foi o último filme que Stanley Kubrick realizou antes da sua morte, em 1999. O Natal foi uma boa desculpa para o realizador norte-americano não utilizar muitas luzes artificiais fora do enquadramento, servindo-se dos adereços festivos para iluminar muitas das cenas. A história segue o Dr. Bill Harford (Tom Cruise), que fica chocado quando a sua mulher (Nicole Kidman) confessa que considerou a hipótese de o trair.

Este foi o canto de cisne de Kubrick, e que belo canto foi. Eyes Wide Shut é uma obra-prima que faz muitas coisas bem. Cruise e Kidman têm uma das melhores prestações das respetivas carreiras. A música de Jocelyn Pook é assombrosa. E o melhor é que Kubrick consegue incutir no filme uma sensação de desconforto e suspense que se transfere para o espectador.

White Christmas – Black Mirror (2014)

No intervalo entre a segunda e a terceira temporada, que ficou marcado pela transição da série do Channel 4 para a Netflix, Charlie Brooker, criador de Black Mirror, escreveu um especial de Natal que saiu a tempo dos festejos da quadra natalícia de 2014. White Christmas tem 74 minutos, duração a partir da qual as obras multimédia podem ser consideradas filmes.

No dia de Natal, Matt Trent (Jon Hamm) e Joe Potter (Rafe Spall) encontram-se refugiados de uma tempestade de neve numa cabana remota. Para passar o tempo, contam histórias que dão a conhecer as origens das suas situações atuais. É costume dizer que o Natal é tempo de família e reflexão, e este episódio obriga-nos a refletir muito. Obriga-nos a refletir sobre as relações que construímos e destruímos e sobre o papel que a tecnologia tem na nossa vida.

 

Carol (2015)

O local onde se desenrola a cena-chave de Carol é típica de um filme de Natal. Carol Aird (Cate Blanchett) caminha numa loja decorada com adereços natalícios para comprar uma prenda para a sua filha. Quem a atende é Therese Belivet (Rooney Mara), que está a trabalhar na loja, e as duas mulheres desenvolvem entre si uma relação de amor.

Carol é um filme que vale muito pelas atrizes, que têm aqui performances imaculadas. Cate Blanchett foi nomeada para o Oscar de Melhor Atriz Principal e Mara para o de Melhor Atriz Secundária.