Roma foi o grande vencedor deste domingo (9) nos prémios atribuídos pela Los Angeles Film Critics Association (LAFCA). O filme de Alfonso Cuarón foi distinguido como Melhor Filme e por ter a Melhor Cinematografia.

As distinções da LAFCA confirmam o bom momento que Roma está a viver nesta época de prémios. Depois de vencer o Leão D’Ouro do Festival de Veneza, em setembro, e de ter sido considerado o Melhor Filme pela New York Film Critics Circle, em novembro, Roma foi nomeado no início de dezembro para três Globos de Ouro: Melhor Filme de Língua Estrangeira, Melhor Realizador e Melhor Argumento.

Espanhol é o idioma da película, e é muito provável, por isso, que nos Oscars 2019 esteja nomeado para Melhor Filme Estrangeiro. Mas a Netflix, que ficou com a distribuição do filme, pode ter genuínas expectativas relativamente a uma primeira nomeação para Melhor Filme. Em 2017, Moonlight conquistou o maior prémio dos Oscars depois de ter sido eleito Melhor Filme pela LAFCA.

Em Roma, seguimos a história de uma família de classe média que habita no bairro Roma de Mexico City, capital do México, durante um ano no início dos anos 70. O filme vai estar disponível na Netflix na sexta-feira, dia 14 de dezembro. Em Portugal, estreia em sala em duas cidades na quinta-feira, dia 13: em Lisboa, no Cinema Monumental, e no Porto, no Cinema Trindade.

Organizações de exibição criticam Netflix e Festival de Veneza

Depois de Roma ter vencido o Leão D’Ouro do Festival de Veneza, organizações de exibição italianas criticaram o festival por seleccionar filmes que não estão destinados a uma distribuição tradicional, mas sim a uma plataforma de streaming, deu conta o Screen Daily. Também acusaram o Festival de Veneza de ser uma “ferramenta de promoção” da Netflix.

As críticas à vitória de Roma não vieram só de Itália. A International Confederation of Arts Cinema (CICAE) afirmou que atribuir o Leão d’Ouro ao filme de Alfonso Cuarón era como “abrir uma caixa de Pandora“.

O poder económico da televisão e das plataformas de streaming vão forçar os festivais de cinema a desistir em produções cinematográficas“, cita o Screen Daily. “É tempo de os jogadores principais da indústria cinematográfica atuarem responsavelmente  e considerarem os efeitos a longo prazo das suas escolhas“.