Por todo o mundo, em todos os países, religiões e famílias existem dezenas de tradições de Natal diferentes, que são transportadas de geração em geração e celebradas todos nesta quadra. Mas alguma vez te perguntaste quais são as sua origens?

Já estamos habituados às árvores, aos presentes e às doações por esta altura, mas será que tudo isto já era celebrado quando o Natal começou a fazer parte dos nossos calendários?

Na verdade, as celebrações do Natal foram perdendo fôlego ao longo dos anos e só foram relembradas porque a literatura interveio. Foi com o lançamento de Um conto de Natal, de Charles Dickens, a 19 de dezembro de 1843, que algumas das tradições que hoje tomamos como garantidas foram reavivadas.

Cânticos de Natal

Não foi Dickens quem enraizou a tradição de sair à rua e bater de porta em porta a cantar canções de Natal, mas a tradição estava a perder a força em Inglaterra. Mesmo assim, o autor decidiu incluí-las no cenário de Natal que pintou como se fosse uma parte integrante desde sempre.

Em Portugal, esta tradição não é muito comum, sendo mais celebrada em janeiro, quando grupos musicais ou amadores saem à rua para cantar músicas alusivas ao Ano Novo nas chamadas Janeiras.

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Fonte: VisualHunt

Árvores de Natal

Já em 1850, depois do sucesso de Um Conto de Natal, e de já ser considerado o “Pai do Natal”, Dickens escreveu um conto intitulado Uma Árvore de Natal, em que descreve a árvore de Natal como o centro da sala, um símbolo de conforto e aconchego e uma tradição já adquirida.

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Troca de presentes 

A troca de presente já era uma parte das celebrações de Ano Novo, mas foi Charles Dickens quem preconizou o ato de trocar presentes no Natal, principalmente o de dar brinquedos a crianças. O autor tentava incentivar, dessa forma, atos de caridade entre os homens como a sua personagem principal, Scrooge, e não necessariamente criar a tradição da corrida aos centros comerciais a que assistimos atualmente.

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A consoada

Nesta altura do ano, as mesas enchem-se de perus, bacalhaus ou polvo e todas as sobremesas a que as famílias têm direito. Mas nem sempre foi assim. Se já leste Um Conto de Natal, certamente reparaste na importância que é dada à comida, principalmente pelo facto da família Cratchits não ter que chegue para se alimentar. O objetivo de Dickens na sua obra não é dizer que o leitor deve comer até não poder mais, mas sim que a refeição é uma forma de passar tempo em família.

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O Pai Natal

A figura que hoje reconhecemos como Pai Natal é uma mistura de várias histórias do folclore pagão e não podemos recolher nenhuma como absolutamente verdadeira. Em Um Conto de Natal, Dickens cria uma personagem alegre e que só quer dançar para celebrar a época em que se encontra.
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Não podemos garantir que a razão pela qual fazes a tua árvore de Natal todos os anos seja única e exclusivamente por causa do lançamento de Um Conto de Natal, mas estamos mais perto de perceber o porquê de praticarmos algumas tradições na época natalícia.

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