Escrito por Sandro William Junqueira e ilustrado por Richard Câmara, o livro As Palavras que Fugiram do Dicionário chega às livrarias dia 13 de novembro.

Nas 64 páginas deste livro infantojuvenil constam contos, fábulas e narrativas acerca de uma espécie de coleção de palavras fictícias, com significados hilariantes.

Já alguma vez pensaste nas palavras que não residem no dicionário? Nas que fugiram do nosso léxico? Nunca te questionaste sobre quais as letras e as silabas que as formam? Giralua, orelheiras e tigro são três palavras fugitivas, que foram apanhadas e retratadas por Sandro Junqueira.

Foto: divulgação

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O que significam afinal as palavras giralua, tigro e orelheiras?

Giralua é “uma planta muito alta, que em vez de despontar para os braços do sol só cresce para dentro da barriga da noite”. É-nos impossível saber a sua cor, nem mesmo com a luz de uma laterna. Giralua altera a sua forma e tamanho ao longo do mês e, segundo defendem os biólogos, define a trajetória da Lua. As suas sementes alimentam os esfomeados tigros.

Os tigros são “felídeos que habitam em campos de trigo”. De tão perigosa que é esta espécie, até nos custa dizer o seu nome “tigros, tigres, trigos, tirgos”. Estes animais escondem-se por entre as searas e andam sempre três a três. Quem já os viu afirma que são detentores de um olhar triste.

Orelheiras, tal como o nome indica, são uma espécie de olheiras nos ouvidos. É uma manifestação física que ocorre quando alguém está “muito exausto de ouvir”. As orelheiras surgem, por exemplo, após uma noite inteira “sem conseguirmos apanhar o silêncio”. Ou quando, “numa esquina, não evitamos um encontro com pessoas gravemente chatas, que são aquelas que falam pelos cabelos, pelos cotovelos, pelas mãos e pelos joelhos”.

livro criança árvore

Foto: Unsplash

A apresentação oficial desta obra literária será realizada por Ricardo Araújo Pereira, dia 14 de novembro, às 18h, na livraria LeYa, na Buchholz.

O livro da editora Caminho, está disponível em pré-venda por 14, 90€ e promete, segundo o autor, “ir atrás das palavras que nunca se deixam apanhar, não para as prender (como se isso fosse possível), mas somente para lhes tirar um retrato”.

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