Young Sohn, Presidente da Samsung, encerrou as conferências do Centre Stage no segundo dia de Web Summit, abordando as transformações positivas que a Inteligência Artificial pode trazer ao mundo. 

Segundo Young Sohn, a Inteligência Artificial vai mudar o mundo, mas não devemos temê-la. É que “hoje em dia há muito mais informação e ela, a inteligência artificial, surge de todo o lado”. E são os dados que alimentam este tipo de tecnologia. Para a marca, a estratégia é precisamente a construção de uma infraestrutura para a inteligência artificial, de forma a trabalhar a informação.

Sohn recorreu à corrida ao ouro na Califórnia, no século XIX, para esclarecer os objetivos da empresa. Nessa altura, foram poucos os que verdadeiramente enriqueceram através do ouro. Quem fez uma fortuna sólida foi quem apostou na construção da infraestrutura que permitia a recolha de ouro porque isso é independente do resultado da procura. Dessa forma, também a Samsung está a trabalhar na criação de aplicações que funcionem como plataforma para a inteligência artificial, como é o caso de chips, sensores e a tecnologia 5G.

Young Sohn, Presidente e Diretor de estratégia da Samsung Electronics

Para Sohn, o futuro pode ser mais fácil para os humanos quando aliado à IA, na medida em que esta pode ajudar a solucionar grandes problemas da humanidade, nomeadamente desenvolver cuidados de saúde. Como ilustra a Lei de Eroom, cujo gráfico Sohn projetou, criar novos fármacos é cada vez mais um processo mais caro e lento.

Mas a IA pode ser uma alternativa a essa tendência: o sequenciamento cada vez mais rentável de DNA pode ajudar a “reunir informações sobre genoma, sangue, nível de atividade e estilo de vida” (que funcionariam como bancos de dados humanos) de um individuo, facilitando a prevenção e a cura de doenças.

De acordo com o Presidente da marca, a inteligência artificial terá um impacto em larga escala, desde a industria, à robótica, aos carros ou à energia. Sohn foca o desenvolvimento de carros autónomos, sublinhando a preocupação com a segurança, já que “precisamos de sensores melhores”. Em todo o caso, seja qual for o setor transformado pela IA, “a responsabilidade é nossa, dos consumidores e dos governos”, diz Sohn.