Desde ambientalismo, a inteligência artificial ou à criação de um contrato para a Web, foram vários os temas de arranque da terceira edição da Web Summit em Portugal, que se estreia a 5 de novembro e que acontecerá em Lisboa nos próximos dez anos.

O “pai da internet” e a proposta de um contrato para a Web

Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, pisou o palco da Web Summit imediatamente após o discurso de abertura de Paddy Cosgrave (fundador e criador do evento). Com ele, trouxe uma proposta: criar um contrato para a Web, num momento da História em que “quase metade do mundo está online”.

Foram vários os nomes que subiram  ao palco para explicar o porquê de terem assinado o contrato. Segundo Michael Geer, CEO da AnchorFree, é uma forma de proteger a privacidade dos usuários. Já o secretário de Estado Francês para o Setor Digital, defende que “a tecnologia deve servir os humanos e não o contrário”, reforçando também a importância da segurança de uma Web que abrange todas as gerações. Em suma, Tim Berners Lee, afirma que “a ideia, a partir de agora, é que todos sejamos responsáveis por tornar a Web num lugar melhor”.

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Usar 100% de energias limpas na produção: a Apple já começou

Lisa Jackson, que integra o quadro de administração da Apple, começou por falar da falsa ideia enraizada de que ” proteger o ambiente é prejudicial para os negócios”, reforçando que “não precisamos de extrair nada do planeta para criar o nosso produto”. O resultado: o uso de energias limpas na totalidade da produção da marca, a implementação de robots reciclados e a concretização daquela que diz ser a questão orientadora da Apple: “em que mundo queremos viver?”.

António Guterres e a criação de acordos para o uso de IA

António Guterres, Secretário Geral da ONU, apelou ao uso da Web como algo benéfico para todos, abordando o impacto social da tecnologia no mundo, através da profunda transformação do mercado de trabalho, já que “alguns serão deixados para trás”, enquanto novos e diferentes postos de trabalho serão criados. Reforça ainda a importância de criar plataformas onde “a academia, os cientistas, os políticos e a sociedade criem acordos que permitam o uso benéfico de tecnologias como a inteligência artificial”.  Sublinhou também que “máquinas que têm o poder de destruir humanos são inaceitáveis e devem ser banidas por leis internacionais”.

António Guterres, Secretátio Geral da ONU

Dos Descobrimentos à ascensão do Quinto Império: até Fernão de Magalhães subiu ao palco

António Costa relembrou os tempos de glória de Portugal, aquando dos Descobrimentos Marítimos, defendendo-o como o país ideal para acolher a Web Summit na próxima década. Segundo o atual Primeiro Ministro, “Portugal é um país aberto ao mundo, que valoriza a liberdade e a inovação”.  Já Fernando Medina, atual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, apelou à criação de uma cidade que seja “a capital da inovação, mas também da tolerância, do diálogo e da não discriminação”. Com ele, trouxe um quadro de Fernão de Magalhães que ofereceu a Paddy Cosgrave, sublinhando que “quinhentos anos depois, Lisboa torna-se a capital do mundo, graças a todos vós”.

Fernando Medina, Fernão de Magalhães e Paddy Cosgrave

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