Pedimos desde já desculpa por qualquer possibilidade de clickbait que o título possa criar. Não, ainda não foi desta que as teorias da conspiração que afirmam que Elvis Presley está vivo se revelaram realidade. O Espalha-Factos simplesmente reuniu uma lista com músicos ou bandas que se enquadram em duas categorias. Ou andaram escondidos dos holofotes durante algum tempo e decidiram fazer um regresso em grande.  Ou estão realmente falecidos mas, que através de descobertas de arquivo ou de milagres da produção musical, regressaram, de alguma forma, do mundo dos falecidos.

ABBA – I Still Have Faith in You

Ainda que continuem a viver no coração e na garganta de sucessivas gerações, os ABBA terminaram há cerca de 35 anos. Recentemente, voltaram a estúdio para gravar dois novos temas que apenas serão conhecidos em dezembro nos canais NBC e BBC. Nessa altura tentaremos decidir se se mantêm nesta lista ou se transitam par a lista de “Músicas que queremos enterrar”. Entretanto uma digressão mundial, Abbatar, apresentá-los-à ao vivo em formato virtual. ACS

LCD Soundsystem – american dream

Mesmo já corrido um ano, o novo álbum dos LCD Soundsystem continua na nossa rotina. Foi um dos álbuns mais badalados de 2017 e continua fresquinho em 2018, não tivessem sido dez anos de espera. Tendo completado um ano de existência no mês passado, o álbum que James Murphy diz ter feito ao se ter apercebido que simplesmente “tinha mais canções para dar” continua algo novo aos nossos ouvidos. É, sem dúvida, um dos regressos mais importantes dos últimos anos. RV

Michael Jackson – Love Never Felt So Good

Apesar de já estar presente fisicamente entre o mundo dos mortais, Michael Jackson continua a dar que falar. O proclamado rei da pop foi, este ano, destronado de um título que possuía há vários anos. No mercado norte-americano, o álbum Thriller já não é o disco mais vendido de sempre, tendo sido ocupado pelo Eagles. Apesar disto, o património Michael Jackson continua a render milhões de dólares e um dos êxitos póstumos de maior sucesso é o dueto com Justin Timberlake intitulado Love Never Felt So Good. JP

Prince – Mary Don’t You Weep

Passamos do rei para o príncipe; 2018 presentou o primeiro álbum póstumo de Prince, falecido há dois anos. Retirado do espólio pessoal do artista, Piano and Microphone 1983 contém quatro temas inéditos e o single de apresentação do álbum é uma versão de uma canção espiritual cristã originária do período histórico antecedente a guerra civil americana do século XIX. JP

Sam The Kid – Mechelas

2018 ficará para sempre marcado como o ano do regresso de Sam The Kid. Seria impossível falar em ressurreição sem mencionar um dos maiores rappers e produtores musicais do nosso país, que, passados dez anos, regressa com Mechelas. O disco, compilação curada por Sam The Kid, é o sucessor de Pratica(mente), um dos discos de hip hop mais marcantes do panorama musical português. É também nele que podemos encontrar Sendo Assim, a primeira faixa que o rapper gravou sozinho em mais de dez anos. AM

Toy – Coração Não Tem Idade

Ninguém adivinhava isto e nem sequer foi uma nova temporada de “Na Casa do Toy”. Para todos os efeitos, Toy regressou curiosamente num ano em que os fãs eurovisivos exclamavam “not your toy”, devido à vitória da canção israelita. Mas não se trata disso, até porque a música que o tornou novamente um “hit” já é de… 2016. A verdade é que Coração Não Tem Idade ecoou nas nossas cabeças durante o verão inteiro e não sabemos como. Quando demos conta, esse badalado cantor português estava na moda novamente e a fazer concertos para plateias dos 8 aos 80. CR

Escolhas de Alexandra Correia Silva, Ana Manuel, Carlota Real, João Pardal e Rita Vieira