O novo romance histórico de José Rodrigues dos Santos foi publicado no passado sábado (27). A obra A Amante do Governador promete contar a história do cerco a Macau durante a Segunda Guerra Mundial.

Com o cunho da Gradiva, o novo livro de José Rodrigues dos Santos volta a aliar a realidade à ficção, numa história de intrigas, amores, traição, bombardeamentos, fome, morte, persistência e resistência.

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Fonte: Wook

O consagrado autor tem como objetivo contar aquela que considera ser “a história esquecida de Portugal” – o cerco a Macau, que os japoneses levaram a cabo aquando da Segunda Guerra Mundial, e todos os acontecimentos e intrigas que daí advieram.

Na sua nova obra, o também jornalista transporta-nos até Macau, em 1940, onde o novo governador Artur Teixeira tem em mãos um problema muito espinhoso: depois de o Japão ter atacado a base naval americana de Pearl Harbor e de ter invadido Hong Kong, a nação nipónica cercou Macau.

pearl harbor navio navio de guerra destruído

Ataque a Pearl Harbor | Fonte: Pixabay

Nos anos precedentes ao cerco, a população de Macau tinha crescido bastante devido a fugitivos e refugiados chineses, que encontraram em Macau, colónia portuguesa, um porto de abrigo, devido à neutralidade portuguesa em relação à guerra.

Como tal, com o aumento da população e com o cerco perpetuado pelas forças japonesas, Macau passou um período de grandes dificuldades, onde a fome imperou.

No romance, à frente das forças japoneses está o coronel Sawa, chefe do Kempeitai – braço policial militar do exército japonês – personagem que Artur Teixeira vai ter de enfrentar. O governador, no entanto, pode apenas contar com a sua própria astúcia e com alguns homens e mulheres, entre as quais se encontra a concubina de Sawa, pela qual Artur Teixeira acaba por se apaixonar.

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Kempeitai – Considerado a Gestapo japonesa. Fonte: Pinterest

Este livro, que tem também como objetivo tornar a história viva, detém um sentido especial para José Rodrigues dos Santos, uma vez que este morou, durante três anos, em Macau.

Não obstante os seus 19 livros já publicados, o escritor não pretende ficar por aqui, tendo prometido um novo livro já para o próximo ano.

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