Robert De Niro quebrou o silêncio sobre a tentativa de atentado de ontem, relacionada com movimentos de extrema-direita norte-americanos. O ator recebeu uma pipe bomb [bomba tubo] nos seus escritórios de produção de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Outros alvos foram, por exemplo, Barack Obama, Hillary Clinton ou a redação do canal CNN.

Há algo mais forte do que bombas, que é o vosso voto. As pessoas TÊM DE votar!“, advertiu Robert De Niro em comunicado, acerca das eleições intercalares americanas, que acontecem no próximo dia 6 de novembro. O ator realçou o alívio por ninguém ter saído ferido do sucedido e agradeceu, no mesmo texto, a “corajosa e qualificada” segurança proporcionada pelo reforço da lei no local.

Robert De Niro é publicamente contra a administração Trump – caraterística que o une a todas as outras personalidades que receberam bombas.

Para além de ter chamado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “homem louco” e “low life [escumalha]“, insultou-o na atribuição dos Tony Awards, num momento que rapidamente se tornou viral.

Trump reagiu então à ofensa através da rede social Twitter, acusando De Niro de ter um “QI muito baixo“.

Depois do sucedido de ontem, o presidente dos Estados Unidos emitiu um comunicado, que não abrangia o ator. Por outro lado, comparou nele a “raiva que vemos hoje na nossa sociedade” à “cobertura dos média mainstream propositadamente falsa e incorreta“.

Nenhuma das bombas enviadas às personalidades causou danos humanos. Tal como Robert De Niro, também o vice-presidente de programação do Festival de Cinema de Tribeca, Tammie Rosen, publicou um comunicado encorajando os cidadãos a verem estas histórias como uma razão ainda maior para sair à rua e votar.

Não se esqueçam de fazer as vossas vozes ouvir-se nas urnas a 6 de novembro“, relembrou Tammie Rosen nas redes sociais, onde garantiu: “Se vindes ao Bob [Robert De Niro], vindes a todos nós“.