Na passada segunda feira (15), Xavier Rudd concluiu a sua Storm Boy Tour no Hard Club, Porto. Na noite anterior, a cidade de Lisboa recebeu o artista com uma lotação esgotada na Aula Magna. Em ambas as ocasiões, Xavier contou com o português Frankie Chavez para dar início ao espetáculo.

Uma hora após a abertura das portas, Frankie Chavez subiu ao palco da Sala 2 que já se encontrava preenchida. Ao longo de meia hora ouviu-se a sua mistura de Blues e Folk. Entre as canções, Frankie declarou a sua honra em fazer parte dos preparativos da noite cujo principal protagonista era Xavier. Atestou também, com humildade, que o público estava certamente mais empolgado pelo artista australiano. Não obstante, Frankie proporcionou uma introdução confortável e satisfatória.

Cerca de trinta minutos depois, o tão aguardado momento por uma sala que já parecia ter esgotada chegou. Com Honeymoon Bay, Xavier e a sua banda ocuparam o palco em sintonia com o entusiasmo do público.

O ritmo saltitante da festa Folk/Reggae manteve-se ao longo das cinco primeiras músicas. Apesar do concerto ter sido marcadamente esboçado por Storm Boy, o mais recente álbum de Xavier, não faltaram visitas a outros temas como Rusty Hammer e Come People, ambos pertencentes ao reportório da sua colaboração com as Nações Unidas, de 2015.

Quer conhecesse ao pormenor quer não, a audiência reagiu sempre positivamente às novas canções apresentadas. Tal foi evidente em momentos como Best That I Can, Growth Lines e Storm Boy. Era inquestionável a positividade que erradiava o ambiente, tanto nas simples instâncias dançáveis como nas ocasiões mais introspetivas e sossegadas.

Relativamente às canções mais populares de Xavier, a energia do espetáculo parecia duplicar graças à agitação que se fazia ouvir no público. Como não poderia deixar de ser, Follow the Sun fez parte da setlist e obteve reações instantâneas.

No encore cuja existência foi praticamente obrigatória dada a demanda ruidosa da sala, Xavier colocou-se atrás da bateria e fez magia com Lioness Eye, dando uso ao didgeridoo, instrumento australiano.

A atuação foi concluida com Spirit Bird. Instalou-se um silêncio íntimo que mais tarde se tornou numa união que cantou em uníssono. Pareceu ser o fim perfeito para as duas horas de concerto.

O balanço final é bastante positivo. Xavier Rudd soube transmitir através da sua música carinho e diversão, sempre com uma vontade de sorrir e de ver sorrisos. Felizardos seríamos nós se todas as segundas feiras terminassem assim.

Consulta aqui a setlist completa.