Quinta-feira é dia de estreias nos cinema português. Esta semana, o Espalha-Factos destaca o filme de António Ferreira, Pedro e Inês.

Baseado no romance A Trança de Inês, de Rosa Lobato de Faria, o filme vai além da famosa lenda de Pedro e Inês. A narrativa passa-se em três épocas diferentes. Originalmente, na Idade Média, na altura de D. Pedro XIV. Num segundo momento, no tempo atual, onde ambos são arquitetos. Por fim, num futuro distópico onde a natureza deve ser preservada a todo o custo.  Em entrevista à Agência Lusa, António Ferreira explicou que as várias narrativas “se vão contando umas às outras.” 

Tomando como ponto de partida a história de amor por excelência da realeza portuguesa, Pedro e Inês mostra através destes saltos temporais a incondicionalidade e impossibilidade deste amor mal fadado. A Diogo Amaral, protagonista do filme, cabe a tarefa de interpretar Pedro de Portugal, um Pedro Rey futurista, e talvez o mais desafiante, dar vida a Pedro Bravo. Pedro Bravo é um homem internado num hospital psiquiátrico por enlouquecer depois de assistir ao seu assassinato, chegando mesmo a transportar o cadáver no seu carro.

Ao lado de Diogo Amaral no papel de protagonista está Joana Verona. O elenco conta ainda com nomes de peso da representação portuguesa como Vera Kolodzig, Cristóvão Campos, Custódia Gallego, João Lagarto e Miguel Borges.

As gravações ocorreram em vários concelhos: Cantanhede, Montemor-o-Velho, Lousã e Coimbra, de onde o realizador é natural. Para Ferreira, esta é já a terceira longa metragem. O cineasta estreou-se em Cannes, em 2000, com o filme Respirar Debaixo d’Água.

Pedro e Inês marca uma das produções mais ambiciosas do cinema português, tendo sido selecionado para competição nos festivais de cinema de Montreal e São Paulo. O filme já tem estreia prevista para o Brasil no próximo ano. Por enquanto, e a partir desta quinta-feira (dia 18) a fita está em cena em mais de 40 salas de cinema de norte a sul de Portugal.