A cidade de Évora recebe, dia 31 deste mês, a dança moderna nos seus palcos. O Festival Internacional de Dança Contemporânea de Évora (FIDANC) conta este ano com obras de nove criadores e vai estar por terras alentejanas até dia 18 de novembro.

Do certame, promovido pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), fazem parte obras coreográficas e performances de vários criadores, dirigidas a diferentes públicos e escalões etários.

Além da estreia de uma coreografia de Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho, o Festival conta também com espetáculos de mais sete criadores, entre eles, Rui Horta.

Atividades paralelas

O programa integra ainda iniciativas paralelas, como workshops, encontros e conversas.

O centenário Teatro Garcia de Resende, localizado no centro histórico da cidade, será o palco permanente do Festival, salvo raras exceções. Os estúdios da Escola de Formação da CDCE e as escolas e infantários da cidade do famoso Templo de Diana são os locais responsáveis por acolher as atividades paralelas do programa.

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Foto: Teatro Garcia Resende | site oficial da Câmara Municipal de Évora

As coreografias do festival

O festival inicia-se com O Rei no Exílio – Remake, de Francisco Camacho. Uma coreografia baseada no último Rei de Portugal, D. Manuel II, que se exilou em Inglaterra em 1910.

Excesso de Luz Cega é o espetáculo sugerido pela organização para a noite de dia 1 de novembro. Segundo a CDCE, este solo “marca o regresso de Inês Jacques às criações de dança contemporânea”.

Dia 2 de novembro, o público é convidado a assistir a uma performance nomenclada por Consubstanciation, que a organização apresenta como “um ‘drag-show’ estranho”, de Dinis Machado. Criador que é igualmente responsável por iniciar o dia seguinte com o seu espetáculo, Barco Dance Collection, no qual também participa.

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Foto: divulgação

O coreógrafo Paulo Ribeiro apresenta, no dia 4 de novembro, a sua nova criação, Walking with Kylián. Never Stop Searching, em homenagem ao coreógrafo checo Jirí Kylián, que é para si, “uma referência maior, com quem quer comunicar, partilhar, passear intensamente”.

O espetáculo de dia 12 é o solo de Cristina Planas Leitão, UM [unimal], que evoca a ideia de como um só corpo pode representar um coletivo e história comuns.

No dia 14 decorre a performance Vespa, de Rui Horta, coreógrafo e diretor do centro de criação artística O Espaço do Tempo, de Montemor-o-Novo, Évora. Esta peça, que estreou em abril do ano passado, em Guimarães,  marcou também o regresso de Rui Horta como bailarino, após 30 anos.

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Foto: coreógrafo Rui Horta | frame vídeo Youtube

O espetáculo para os mais novos e família

Do programa faz também parte o espetáculo performativo musical para a infância e família As Canções da Minha Escola, de Luís Portugal, que irá visitar diversos estabelecimentos de ensino da cidade, nos dias 6 e 7 de novembro.

A estreia nacional e o fecho do festival

O espetáculo em estreia nacional é aquele que encerra a programação do FIDANC, a 18 de novembro.

Intitulado por Silent Tales of Us, dos coreógrafos e bailarinos Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho, também intérpretes, juntamente com Bruno Duarte, este é o espetáculo que fecha as cortinas do Teatro Garcia Resende, após mais uma edição do Festival de dança Contemporânea.

Festival Internacional de Dança Contemporânea de Évora

Nascido no ano de 1997, O festival, que ocorre em Évora, tem como objetivo a difusão e promoção da dança contemporânea, centrada no trabalho do criador.

O FIDANC realiza-se anualmente no mês de outubro e atribui relevância a obras estreadas no ano de realização.

Cada edição programa obras de criadores reconhecidos e incentiva criadores emergentes na criação, através da co-produção de novas obras.

Embora, a programação desenvolva a vertente internacional, vocaciona-se, em particular, para a promoção da linguagem artística da dança portuguesa e dos seus criadores.

O festival procura desassossegar os espectadores e levá-los, com a dança moderna e teatral, até outra dimensão.

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