A cantora austríaca AVEC falou com o Espalha-Factos sobre o novo disco Heaven / Hell e salienta a importância de gravar na Irlanda.

Miriam Hufnagl, mais conhecida pelo heterónimo musical AVEC, é uma canteautora de 23 anos que começa a dar uns primeiros passos para uma carreira sólida. No passado mês de setembro, a artista lançou o seu segundo disco de originais chamado Heaven / Hell.

O percurso na música começou em tenra idade quando teve aulas de violino aos seis anos de idade e depois, na adolescência, ter tido vontade de aprender guitarra, de forma autodidata.

A jovem considera que o facto ter tido um contacto tão cedo com a música foi determinante para apurar a disciplina e a dedicação que a mesma exige. Em 2016, editou o seu primeiro trabalho de originais, What If We Never Forgete, dois anos depois, mostra-se uma artista mais preparada com Heaven / Hell.

Uma viagem de montanha de russa

Sobre este novo álbum, AVEC realça que é um trabalho que aborda assuntos sensíveis em termos emocionais. O grande objetivo deste disco é de explorar as várias fases que uma vida pode ter e a artista reitera que é um álbum pessoal.

“Na minha vida, estou constantemente a balançar entre o céu e o inferno. Temos dias bons e dias maus. É como uma andar de montanha russa. Podemos estar no topo mas depois descemos
rapidamente e por isso quis passar esse sentimento neste disco”.

Com 23 anos, a jovem salienta que trabalhar no “difícil segundo disco” teve efeitos benéficos. “Cresci como pessoa e como artista”, admite. Sobre a sonoridade ouvida em Heaven / Hell,
o álbum apresenta uma aura indie, mas, como um todo, teve uma produção mais refinada.

“[Trabalhar neste disco] foi mais experimental e tivemos a preocupação de ser mais arrojados no
que diz respeito à produção do álbum. O facto de termos gravado em Irlanda contribuiu imenso para explorarmos esse caminho”.

Em conversa, via Skype, com o Espalha-Factos, a cantora explicou que optou pelo nome AVEC por motivos práticos e, por isso, rejeitou a possibilidade de ter um duplo sentido.

Sobre o single Under Water, Miriam explica que a canção centra-se em torno da honestidade e das amarguras que podem surgir se a usarmos em situações delicadas. “É um tema nu e cru e por isso quem prestar atenção à letra, percebe facilmente que [Under Water] se trata de uma canção pessoal. O verso ‘respirar debaixo de água’ creio que retrata perfeitamente esse sentimento que, se formos honestos connosco próprios e com os outros, por vezes é doloroso”.

Já pisou palcos nacionais por duas vezes: a primeira foi no festival Vilar de Mouros em 2017 e mais recentemente em Guimarães, por ocasião do Westway Lab. Apesar de não ter incluído Portugal na sua digressão de inverno relativa à apresentação do disco, a austríaca não descarta a possiblidade de regressar ao nosso país em 2019

“Tenho ótimas memórias. Quero voltar o mais depressa possível para voltar  sentir o vosso calor e amabilidade”, confessa sem prometer um data em concreto.