Na próxima quarta-feira, dia 17 de outubro, é conhecido o vencedor do Prémio LeYa de Literatura, o maior galardão para uma obra inédita escrita em língua portuguesa. Este premeia o vencedor com 100 mil euros e uma edição da sua obra pelo grupo LeYa.

Há mudanças no júri da décima edição do prémio, com as saídas do escritor angolano Pepetela e dos professores e críticos brasileiros José Castelo e Rita Chaves. Estes são então substituídos pela escritora e poeta angolana Ana Paula Tavares, a jornalista e crítica literária portuguesa Isabel Lucas e o editor, jornalista e tradutor brasileiro Paulo Werneck, segundo comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.

O escritor Manuel Alegre continua a presidir o júri, do qual continuam a fazer parte Lourenço do Rosário, professor de Letras e ex-reitor da Universidade Politécnica de Maputo, José Carlos Seabra Pereira, professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Coimbra, e o escritor e poeta Nuno Júdice.

Segundo o mesmo comunicado, o júri “vai reunir-se na sede da LeYa, em Alfragide, no concelho da Amadora, nos arredores de Lisboa, nas próximas terça e quarta-feira, estando o anúncio da decisão quanto ao romance vencedor agendado para as 12h00 da próxima quarta-feira, no mesmo local”.

Ao galardão candidataram-se 348 originais provenientes de 13 países, sendo que a maioria provém de Portugal e Brasil. O comunicado acrescente ainda que “chegaram obras de países tão diversos como Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, China ou até mesmo da Islândia”.

Em anos anteriores

No ano passado, o vencedor foi o romance Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho. O galardão foi atribuído pela primeira vez em 2008, ao brasileiro Murilo Carvalho, pelo romance O Rastro do Jaguar. Nos anos de 2010 e 2016 o prémio não foi atribuído a nenhuma obra, dada a qualidade dos originais a concurso, segundo justificou o júri.

Da lista de vencedores ao longo das dez edições do galardão contam obras como O Olho de Hertzog, de João Paulo Borges Coelho, venceu o prémio em 2009, O Teu Rosto Será o Ultimo, de João Ricardo Pedro, em 2011, Debaixo de Algum Céu, de Nuno Camarneiro, foi o vencedor em 2012, ao qual se sucedeu Uma Outra Voz, de Gabriela Ruivo Trindade, em 2013. Em 2014 venceu o romance O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral, e, em 2015, O Coro dos Defuntos, de António Tavares.

“A procura de novos talentos da língua portuguesa e a sua promoção internacional são prioridades. É nossa convicção que o grande crescimento e enriquecimento das literaturas de língua portuguesa nos últimos anos justificam inteiramente, e até exigem, a existência de um prémio desta natureza”, pode ler-se no website da LeYa.

A editora acrescenta também que “é de grande importância a ampla promoção do prémio. A LeYa divulga o prémio e os seus vencedores em Portugal e em toda a vasta área geográfica da língua portuguesa, porque essa é verdadeiramente a sua vocação e o seu campo de acção como grupo editorial”.

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