Inicialmente disponível apenas através de convite, o Fortnite, desenvolvido pela Epic Games, abriu o acesso à versão beta a todos os utilizadores de Android. O anúncio foi feito no Twitter.

Para transferires o jogo, deves visitar o endereço fortnite.com através do teu dispositivo Android e descarregar o ficheiro apk. A instalação é depois feita via side-loading (instalação de aplicações de fontes desconhecidas).

Como este é um jogo bastante intensivo, nem todos os smartphones são compatíveis, especialmente modelos de gama mais baixa ou mais antigos. Os requisitos recomendados são:

  • Android 8.0 ou mais recente;
  • 3GB de RAM ou mais;
  • GPU Adreno 530 ou melhor.

Se não tens a certeza de que o teu smartphone ou tablet suporta o jogo, a Epic Games tem uma FAQ onde listam os equipamentos compatíveis e as especificações recomendadas. Podes visitá-lo através desta link.

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Como começou

O jogo multiplayer, que conta com uma popularidade imensa, foi lançado em 2017, primeiro para PC e depois para PS4 e Xbox One. No ano seguinte saltou para dispositivos móveis. A primeira plataforma móvel a recebê-lo foi o iOS, em abril desse ano, seguido da Nintendo Switch dois meses depois, em junho.

O lançamento do Fortnite em Android levantou algumas questões quando a Epic Games entrou em parceria com a Samsung, lançando o jogo em exclusivo para dispositivos Galaxy, acompanhando o recém-anunciado Note 9 em agosto.

Fugir da tempestade (e das taxas)

Depois da parceria, foi anunciado que o jogo iria ser apenas disponibilizado fora da Play Store, para evitar a taxa de 30% cobrada pela Google sobre todas as transações. Isto vai contra a recomendação da Google, que defende que instalar aplicações via side-loading deixa o utilizador desprotegido e suscetível a apps fraudulentas e/ou maliciosas, sendo que a opção vem desativa por omissão.

Para além das questões de segurança, convém à Google que todas as aplicações e compras in-app passem pela Play Store, para assim poderem ficar com parte das receitas.

Ao distribuir a versão Android diretamente, tal como acontece em Windows ou macOS, a Epic retém o valor total das compras in-app efetuadas pelos jogadores, que rendem mais de um milhão de dólares por dia só em dispositivos móveis.

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A Apple, Sony, Microsoft e Nintendo também impõem taxas semelhantes nas suas plataformas de distribuição. A diferença é que nos ecossistemas fechados destas plataformas apenas é possível instalar conteúdos da própria loja digital. Assim, a Epic não tem escolha senão abdicar dessa percentagem para conseguir sequer atingir essa base enorme de jogadores nestas plataformas, onde o jogo também é extremamente popular.