Quem conhece as Rap Battles não diria que podem empregar palavras de respeito e não de ódio ou insultos. A campanha, que é promovida pela APAV, apelida-se por #respectbattles e decorre durante todo o mês de outubro, por episódios. O desta semana inclui a rapper M7

Malabá lançou as cartas naquela que é uma batalha que quer “combater o ódio com respeito”. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) promove a campanha com diferentes temas. O desta semana centra-se, com M7 a protagonizar, no combate ao ódio e preconceito por pessoas LGBTIQ+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgénero, intersexuais, queer).

“O que eles dizem não interessa, sai para a rua e faz barulho.”

Numa jogada ardilosa, a APAV trocou as voltas às batalhas musicais, que têm na base o ódio, e tornou-as em algo inclusivo. Segundo o comunicado da associação, isso ocorre “à semelhança do que acontece na relação entre quem odeia e quem é alvo desse ódio.”

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São cinco os artistas convidados e quatro os temas de luta. Iniciadas com Malabá, que se dirige a todas as vítimas, as batalhas de respeito têm vindo a ser divulgadas por semanas. No segundo episódio, ACE abordou o ódio étnico e racial.

“Quem te julga pela pele não se sente bem na dele.”

Os próximos episódios vão contar com Papillon, a 15 de outubro, no combate à intolerância religiosa. Já Estraca vai lutar contra o ódio a imigrantes e refugiados, no dia 22 do mesmo mês.

A campanha Respect Battles foi desenvolvida no âmbito do projeto “Ódio Nunca Mais: Formação e Sensibilização para o Combate aos Crimes de Ódio e Discurso de Ódio”. O projeto conta com parcerias com entidades nacionais e estrangeiras.