Carlos Daniel vai deixar a RTP, e irá em novembro assumir o cargo de diretor de conteúdos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Além de coordenar os vários projetos de comunicação da Federação, o jornalista será o principal rosto do futuro canal 11.

O pivot do Jornal da Tarde explicou as razões que o levaram a aceitar o convite de Fernando Gomes, presidente da FPF. “Decidi aceitar um desafio que me entusiasma e que será algo verdadeiramente novo no panorama dos conteúdos de desporto em Portugal”, confirmou Carlos Daniel, citado pelo Observador.

Não trocaria a RTP por um projeto que não fosse ganhador e que não tivesse como principal objetivo chegar aos portugueses, incentivar a prática desportiva, divulgar o futebol, os seus jogadores e treinadores. Só um projeto tão aliciante e motivador me faria mudar de uma casa como a RTP, onde passei muitos anos fantásticos e que me deu muito”, diz Carlos Daniel.

O canal 11, anunciado pela FPF em junho, pretende chegar através do cabo a quatro milhões de lares e será dedicado ao acompanhamento de jogadores, técnicos e responsáveis das equipas do futebol nacional, para além da transmissão de jogos das seleções nacionais mais jovens, das femininas, de futsal e do futebol de praia. Nuno Santos, antigo diretor da RTP e da SIC, lidera o projecto da FPF e está a preparar o lançamento do canal, previsto para maio de 2019.

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Carlos Daniel é uma das caras de maior destaque da informação da estação pública, onde trabalhava desde 1991, com uma curta interrupção em 2000, ano em que aceitou transferir-se para a SIC. Além do Jornal da Tarde, que apresentava há longos anos, Carlos Daniel conduzia também o programa Fronteiras XXI na RTP3, e assumiu nos últimos anos o papel de comentador desportivo em programas como o Grande Área ou os resumos da Liga dos Campeões. Carlos Daniel assumiu também funções de direção, enquanto subdiretor de informação e diretor-adjunto da então RTPN.

Os últimos meses de Carlos Daniel na RTP foram marcados por um alegado convite de Gonçalo Reis, presidente do Conselho de Administração, para suceder a Paulo Dentinho na direção de informação. O convite, que foi noticiado pela imprensa mas nunca foi assumido, terá causado alguma discórdia na empresa e chegou a motivar audições na Assembleia da República. Dentinho, a quem alegadamente já tinha sido prometida a recondução na direção, acabou por manter o cargo.