O vento num violino, um original de Claudio Tolcachir, traduzido por Antónia Terrinha e Rita Bueno Maia, está em cena no Teatro da Politécnica, em Lisboa, até 13 de outubro. Este é um texto que levanta a questão do amor, nas suas mais diferentes formas. O Espalha-Factos já foi ver e conta-te como foi.

As personagens entram em cena, duas a duas, ao som de um violino. Lena, a namorada de Celeste, quer aumentar a família. Celeste, a perturbada filha de Dora, quer ser tratada de forma normal. Dora, a empregada de Mercedes, detesta a namorada da filha. Mercedes, mãe de Dario, negligente com a sua carreira e super protetora com o seu filho. Dario, filho mimado, nada faz da sua vida. Santiago, terapeuta de Dario, nada consegue fazer da sua vida.

Andreia Bento (Lena), Isabel Muñoz Cardoso (Mercedes), Margarida Correia (Dora), Pedro Baptista (Dario), Pedro Carraca (Santiago) e Sara Inês Gigante (Celeste) compõem o elenco deste espetáculo. Uma peça que aborda a família, as relações sempre complicadas entre mães e filhas(os), as expetativas que uns têm sobre os outros e, essencialmente, sobre o amor, nas suas mais diferentes formas.

O amor que fica

As relações entre as personagens vão evoluindo de forma normal, até que a ambição desmedida de Celeste e Lena em ter um filho as leva ao ato mais irracional de toda a peça. A partir daí toda a ação muda, tudo se concilia de forma impensada. O amor entre as personagens é a única constante.

O vento num violino é uma peça que trata um tema transversal à atualidade, o amor de mãe. Que confronta o espetador com as ações que uma mãe pode ter para salvaguardar o filho da bruta realidade.

Ainda podes assistir

O espetáculo dos Artistas Unidos pode ser visto no Teatro da Politécnica (Lisboa) até 13 de outubro. Sobe ao palco às terças e quartas, às 19h, quintas e sextas, às 21h, e sábados, às 16h e às 21h. Os bilhetes custam 10 euros (ou apenas 6 euros, às terças).

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