Chega a 18 de setembro às livrarias Essa Dama Bate Bué!, novo romance de Yara Monteiro, editado pela Guerra e Paz. Caracterizado como um romance urbano, afropolitan e marcadamente feminino, a obra dá a conhecer ao leitor a história de autodescoberta de uma jovem luso-angolana no começo do século XXI.

Vitória é “essa dama que bate bué” e que dá vida ao novo romance de Yara Monteiro. Nasceu em Angola mas cedo veio viver com os avós para Portugal. Mais tarde, a poucos meses do seu casamento, rompe com todas as expectativas familiares e foge para Luanda em busca da sua identidade e da mãe que nunca conheceu, uma revolucionária angolana. Ruma, assim, à Angola do século XXI: caótica, com acentuados contrastes sociais, dona de um quotidiano oscilante entre a tragédia e a comédia. É lá que se cruza com as personagens que a vão guiar, ou não: Zacarias Vindu, general do tráfico de armas que declama poesia e Romana Cambissa, viúva furacão.

Mas, apenas chegando a Huambo, conhece novas pistas ao encontrar Juliana Tijamba, que participou na guerra civil ao lado da sua mãe. É neste ponto que Vitória desperta fantasmas antigos e é obrigada a “resolver-se como adulta”. Desenrola-se, assim, uma história de autodescoberta, entre o abandono e a rutura, a comédia e a tragédia, e que não deixa para segundo plano um retrato social da Angola do século XXI.

Foto: divulgação

O lançamento do livro vai decorrer na próxima semana, a 19 de setembro, pelas 18h30, na livraria Almedina Rato, em Lisboa.

Yara Monteiro: uma obra e uma autora que nascem entre dois mundos

Nasceu em Angola, na província de Huambo, em 1979. Com família no Centro de Angola e no Norte de Portugal, é para cá que vem viver apenas com dois anos de idade, com a família materna.

Cresce na Margem Sul e começa a escrever ativamente na adolescência, incentivada pela sua professora de Português. Após uma licenciatura em Recursos Humanos e quinze anos de trabalho na área, abandona o mundo empresarial e inicia uma viagem xamanista pela Amazónia que transforma a sua vida.

Depois de Copenhaga, Luando, Rio de Janeiro, Londres e Atenas, acomodou-se no Alentejo e é lá que se dedica à escrita, às artes plásticas e à meditação.

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