Na Comic Con Portugal, Diogo Morgado apresentou ao público português o seu mais recente projeto. Chama-se Solum e, para o ator, “traduz uma paixão“.

Diogo e Pedro Morgado são os principais mentores de Solum, o novo filme que promete apanhar desprevenido o público. No auditório Olimpo da Comic Con Portugal, os irmãos estavam também acompanhados pelo atores Luís Lourenço, Carlos Carvalho, Maria Botelho Moniz, Anna Ludmilla e Catarina Mira.

Sobre o filme, Diogo Morgado, realizador e ator desta produção, explica que é um projeto pessoal, sem financiamento do Estado e que, no fundo, “traduz uma paixão“.

“Há paralelismos com Hunger Games e Blair Witch. [Solum] É uma homenagem às referências dos filmes de Hollywood, mas feita por uma equipa de 20 e poucas pessoas. Foi quase sangue suor e lágrimas”, confessa

No painel, Diogo Morgado referiu várias vezes que a película cinematográfica foi feita em Portugal e por uma equipa constituída maioritariamente por portugueses. “Filmámos em cinco ilhas dos Açores e enfrentámos condições adversas (…) As pessoas envolvidas receberam um cachet simbólico e, com isso, garantiu-me que a equipa estava no projeto, de facto, por dedicação e isso fez com que existisse uma química especial”, explica.

Os diálogos do filme são em inglês, mas o ator defende a escolha porque o enredo acontece à escala mundial e por isso, a língua portuguesa não encaixaria. O mesmo desvendou também que, por enquanto, a longa metragem tem apenas distribuição garantida no mercado nacional,

Apesar não ter data definida, Solum, de acordo com o que foi revelado, deverá estrear no final deste ano ou no início do próximo. Na sua essência, Diogo Morgado salienta que quis “fazer um filme com que gostássemos de ver”.

Voltar à raiz e a “ambição desmedida”

Para Maria Botelho Moniz, entrar no elenco deste filme significou um regresso às raízes enquanto atriz. No início de carreira, a atual apresentadora da Passadeira Vermelha contracenou com Diogo Morgado em várias séries e, agora como realizador, não poupou elogios.

“Tanto o Diogo como Pedro geriram a equipa de forma exemplar. São os nossos irmãos Coen. No caso do Diogo [Morgado] entende a forma de pensar de um ator e isso fez toda a diferença”, realça.

Catarina Mira mantém o registo e chega a referir que a dupla dos irmãos Morgado “tem uma ambição desmedida em querer revolucionar o cinema português“.

De acordo com a sinopse fornecida pelo site da Comic Con Portugal, o enredo decorre numa “exótica ilha que é usada para um programa de Reality TV de sobrevivência chamado “SOLUM”. Oito concorrentes, deixados neste ambiente inóspito e isolado, levam consigo apenas o que é estritamente necessário para a sua sobrevivência. O último a desistir vence o concurso”.