Um dos filmes de terror mais esperados do ano deu o mote à 12.ª edição do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa. Eram muitas as promessas de The Nun – A Freira Maldita mas poucas foram cumpridas.

Um vez que faz parte da conhecida série de terror The Conjuring, que, até agora, apenas tinha tido o seu ponto baixo com Annabelle (2014) as expectativas eram elevadas. Infelizmente, The Nun é mais uma nódoa no universo cinematográfico em que se insere. Uma fita, que, na melhor das hipóteses, está cheia de sugestões de boas ideias que nunca chegam a materializar-se.

Ao contrário do que acontece na sua primeira obra, The Hallow (que passou pelo MOTELX em 2015), o realizador Corin Hardy vê-se incapaz de criar um produto verdadeiramente memorável. O filme “demora a começar” e, apesar de um esforço visível em querer surpreender, apresenta-se sem momentos genuínos ou qualquer surpresa digna de nota.

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Os jump scares são denunciados pela atmosfera bem antes de chegarem, e o único que talvez pudesse oferecer mais impacto há meses que foi oferecido pelo trailer. Por outro lado, já no terceiro ato, o filme por momentos decide abandonar a aposta completa (e quase sempre falhada) no terror, e passa abruptamente a servir-se de um comic relief que, nessa altura, já não consegue salvar o filme (antes pelo contrário).

De positivo, um óbvio destaque para os visuais sinistros na Abadia de Santa Carta, alguns planos da cinematografia a revelar engenho, e ainda Taissa Farmiga e o nomeado ao Oscar Demián Bichir (A Better Life, 2011), enquanto Irmã Irene e Padre Burke – dois empáticos protagonistas que mereciam uma missão verdadeiramente aterradora em solo romeno.

NOS Audiovisuais

5/10

Título original: The Nun 
Realização: Corin Hardy 
Argumento: Gary Dauberman
Elenco: Demián Bichir, Taissa Farmiga, Jonas Bloquet, Charlotte Hope, Ingrid Bisu, Bonnie Aarons
Género: Terror, Mistério, Thriller
Duração: 96 minutos