Teatro Maria Matos
Foto: página oficial do Teatro Maria Matos no Facebook

Teatro Maria Matos ainda não tem gestão assegurada

O concurso da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) à gestão do Teatro Maria Matos ainda não terminou e não tem prazo definido para terminar. A segunda classificada decidiu recorrer da hierarquização dos candidatos, o que leva a um atraso na finalização do processo.

No passado dia 3 julho, a EGEAC informou sobre a classificação provisória referente à seleção do projeto artístico para o Teatro Maria Matos. Das três candidaturas recebidas, a Força de Produção seria a primeira classificada, seguida da Yellow Star Company. A Meio Termo, fechava esta pequena lista. No entanto, havia logo abertura para a apresentação de reclamações, no prazo de 5 dias úteis, e foi o que a Yellow Star fez.

Agora, o júri do concurso, composto por Joana Gomes Cardoso (presidente do conselho de administração da EGEAC), Natália Luiza (atriz e encenadora), Jorge Louraço (dramaturgo e investigador teatral), Nuno Galopim (jornalista) e presidido por Pilar del Río (presidente da Fundação José Saramago) responde às perguntas colocadas, sobre a ordenação apresentada. Não há data prevista para o término do concurso, já que tal prazo não está sequer determinado em regulamento. Quando o júri entender que está terminado, terminará”, disse Joana Gomes Cardoso em comunicado enviado ao Público. Ainda assim, deverá ser o mais depressa possível”, acrescentou.

 O Teatro Maria Matos

Este teatro foi inaugurado em 1969, a 22 de outubro. Terá sido explorado por companhias de teatro independentes, até 1982, altura em que foi comprado pela Câmara de Lisboa, acolhendo projetos independentes. Em 2003 passou a ser gerido pela EGEAC. Teve Diogo Infante (até 2008) e Mark Deputter (2008 a 2017) como diretores.

Agora, o concurso para garantir a gestão do teatro por uma empresa privada vem dar corpo às novas orientações propostas pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Catarina Vaz Pinto. De acordo com uma entrevista dada também ao jornal Público, no início deste ano, a vereadora menciona que o Teatro Maria Matos “será mais vocacionado para espetáculos de grande público, que vivem da bilheteira e de alguns patrocínios”.

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