Um nome português soou na passada quinta-feira (30) como candidato ao Prémio FIL (Feira Internacional do Livro) de Literatura em Línguas Românicas.

Eduardo Lourenço, vencedor do prémio Vasco Graça Moura de Cidadania Cultural em 2016 e incentivado pela Direção-Geral do Livro é, assim, o rosto que levará Portugal à Feira do Livro em Guadalajara, no México.

Considerado um crítico por Jerónimo Pizarro, especialista em Fernando Pessoa e em literatura portuguesa, Eduardo Lourenço é agora candidato português ao Prémio FIL 2018, a ser entregue no México.

Uma iniciativa que partiu da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), em parceria com Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e com a Fundação Calouste Gulbenkian, e que faz Portugal, o país convidado de honra na Feira do Livro de Guadalajara, um aspirante ao prémio.

Conhecido pela sua ironia e profundidade sobre tudo o que o rodeia, Eduardo Lourenço é professor de Cultura Portuguesa em várias universidades estrangeiras, autor de numerosas obras de relevância internacional, traduzido em inúmeros países, e uma das mais características personalidades da cultura portuguesa.

Jerónimo Pizarro, que apoiou a candidatura do Professor, afirmou ao Notícias ao Minuto que “não há outro ensaísta que tenha pensado tão a fundo toda a cultura portuguesa e que tenha feito desse pensamento continuo a sua vida”. Desta forma, o professor da Universidad de los Andes explica que seria justo premiar essa obra e, assim, também o mundo da língua e cultura portuguesas.

O Labirinto da Saudade: Psicanálise Mítica do Destino Português, Nós e a Europa ou as Duas Razões, Pessoa Revisitado e Fernando Rei da Nossa Baviera são exemplos de obras de Eduardo Lourenço que, para a DGLAB expõem “a inteligência e agudeza de espírito”, tal como a “paixão por tudo aquilo que é português”.

A Direção-Geral do Livro acrescenta ainda que a noção de liberdade, de ironia com que aborda os assuntos mais sérios e a lucidez patente no que escreve, fazem de Eduardo Lourenço “uma das maiores autoridades morais no Portugal de hoje”.

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