James Gunn não vai mesmo voltar à cadeira de realização em Guardiões da Galáxia. Depois das notícias a respeito do realizador e da onda de solidariedade consequente, havia a expectativa de que a Disney recuasse na decisão. Tal não aconteceu.

Decisão mantém-se

A polémica em torno do despedimento de James Gunn parece ter chegado ao fim. O realizador foi afastado pela Disney na sequência de frases polémicas no Twitter... publicadas há uma década. O despedimento de Gunn gerou uma onda de indignação que foi de figuras públicas ligadas ao cinema ao próprio elenco do filme. Mas não foi suficiente para a Disney reverter a decisão.

Depois do apoio demonstrado a James Gunn, Alan Horn, presidente da Walt Disney Studios, reuniu-se com o realizador. A reunião, segundo a Variety, foi apenas um gesto de cortesia, já que Horn reafirmou a decisão original. Assim, James Gunn permanecerá afastado de Guardiões da Galáxia 3. E a decisão parece ser definitiva.

Já a Kevin Feige, presidente da Marvel, não foi possível estar presente na reunião. Os relatos sobre a posição de Feige são contraditórios, com fontes a afirmarem que Feige queria o regresso de Gunn. No entanto, a posição “oficial” de Feige é coerente com a decisão de Horn.

Solidariedade insuficiente

Recordemos a onda de solidariedade com James Gunn. O elenco de Guardiões da Galáxia emitiu um comunicado conjunto onde se diz “chocado pelo seu despedimento abrupto. Esperámos estes dez dias propositadamente, antes de nos manifestarmos. Até aqui, temos encorajado todo o apoio dos fãs a esta causa.”

O elenco garante não se tratar de desculpar as piadas de Gunn, mas de redenção, “a temática central aqui. O carácter que o James mostrou aquando do seu despedimento é coerente com o homem que ele foi durante a rodagem dos filmes. Também as nossas personagens nos filmes procuram redenção e o tema é mais válido do que nunca.”

Bautista pode demitir-se?

Dave BautistaDrax em Guardiões da Galáxia, tem sido um dos membros mais efusivos no apoio ao realizador. Bautista referiu-se a Gunn como “uma das melhores pessoas” que conhece. O ator afirmou mesmo que a situação é “enjoativa” e que só continua a trabalhar para a Disney porque está legamente obrigado a fazê-lo. O ator, que tem comparado a gigante da animação ao presidente Donald Trump, deixa no ar a possibilidade de solicitar a sua demissão, caso o argumento original escrito por Gunn não seja utilizado.

Recorde-se que continua a correr a petição para a Disney re-contratar James Gunn. Neste momento, a mesma conta com mais de 380 mil assinaturas. Mas a Disney parece continuar indiferente à vontade do público.