Tristão e Isolda, a mais recente criação da Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), será apresentada em Copenhaga, na Dinamarca, a 15 e 16 de setembro.

A coreografia de Nélia Pinheiro irá bailar no palco do Posthus Teatret, na capital dinamarquesa.

O nascimento de Tristão e Isolda

Tristão e Isolda nasceu de uma encomenda da Câmara de Castelo Branco, à qual se juntou a CDCE como entidade coprodutora.

Estreada a 12 de maio, na cidade de Castelo Branco, a coreografia Tristão e Isolda é dançada pela sua criadora, Nélia Pinheiro, e pelo bailarino Gonçalo Andrade. Do dueto fazem parte excertos musicais de Wagner, ligados a música original criada pelo compositor César Viana.

A coreografia e as suas inspirações

Segundo a Companhia de Évora, esta criação alia dança e teatro e desenvolve temas que estimulam um discurso contemporâneo acerca de condição humana.

Apesar da coreografia ter o nome da ópera de Wagner e se inspirar nos momentos marcantes do “libreto”, a Companhia de Dança afirma que esta não é uma revisitação do clássico da ópera.

“Uma viagem sensorial”

Tristão e Isolda representa “uma viagem sensorial própria”, diferente da narrativa convencional. Esta coreografia tem como indutoras as grandes questões do clássico de Wagner: a irracionalidade, o desejo, a dependência do ser humano perante o amor e a mulher. A coreografa teve interesse em trabalhar estes assuntos na atualidade.

O corpo feminino é, nesta criação, observado como “território de expressão, como catalisador de pulsões, reservatório de memórias das diversas partes que o constituem, no vislumbre de uma anatomia onde o gesto surge ligado às onomatopeias, à memória visual, tátil e emocional“, descreveu a CDCE.

Luzes, figurinos, adereços

Os figurinos da coreografia são da autoria de José António Tenente, a cenografia e adereços de cena foram elaborados pelo cenógrafo Pedro Crisóstomo e o desenho de luz está a cargo do iluminador Nuno Meira.

Os espetáculos em Copenhaga são promovidos pelo Posthus Teatret e contam com o apoio da Embaixada de Portugal na Dinamarca e do Instituto Camões.

Antes de Tristão e Isolda voar até à capital dinamarquesa, será apresentada em Oeiras, no dia 8 de setembro, no âmbito do Festival Multidisciplinar, nos Jardins do Palácio Marquês de Pombal, uma iniciativa promovida pela câmara local.

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