Os primeiros domingos de cada mês têm sempre entrada gratuita no MAAT e na Central Tejo entre as 11h e as 19h. O Espalha-Factos sugere sete exposições para ires ver no dia de descanso, porque há quem carregue energias através de passeios culturais.

Germinal

A primeira grande exposição sobre a Coleção Pedro Cabrita Reis, adquirida pela Fundação EDP em 2015, pode ser vista nas galerias 1 e 2 da Central Tejo. Focada na ampla geração de 90, debruça-se sobre momentos iniciais das carreiras de artistas nacionais cujos percursos têm vindo a afirmar-se.

Eco-Visionários

Em Eco-Visionários, mais de 35 artistas propõem visões críticas e criativas face às transformações ambientais que afetam o planeta. Lançando o debate sobre um vasto panorama de questões associadas ao Antropoceno, designação recente de um novo período geológico definido pelo impacto das acções humanas, a exposição pode ser vista na Galeria Principal e na Vídeo Room do MAAT.

Um Imaginário Termodinâmico

Na Galeria Oval do MAAT, o artista argentino Tomás Saraceno propõe esculturas que, desafiando a gravidade, flutuam no ar por via da incidência solar, abdicando de hélio ou combustível. Visão futurística de novas interações dos seres humanos com a atmosfera do planeta, a exposição é parte de um projeto de investigação intitulado Aeroceno, designação de um tempo em que a raça humana poderá vir a habitar estas estruturas áreas.

Derramamento Linguístico

Esta exposição foi concebida pelo artista norte-americano Gary Hill especificamente para a Sala das Caldeiras da Central Tejo. Hill retoma a investigação que iniciou no final dos anos 1970 com a peça Electronic Linguistics (1977), que deu origem a uma série de trabalhos que têm como pont de partida a relação entre som, linguagem e imagem eletrónica.

“Pela primeira vez nesta tipologia de trabalhos do artista, as imagens libertam-se dos limites físicos dos monitores e expandem-se pelo espaço em múltiplas sequências de desenhos abstratos, que surgem como presenças espectrais e fantasmagóricas, remetendo para um misterioso mundo pré-industrial e pós-apocalíptico”, lê-se no site da Fundação EDP.

A exposição está patente até 17 de setembro de 2018.

Vida e trabalho: não como antes mas de novo

Exposição de cariz documental da artista Susana Mendes Silva, está patente no Cinzeiro 8, da Central Tejo. Para além de acompanhar e dar a conhecer a produção da artista das últimas duas décadas, foca-se em dois aspetos: o registo e documentação das performances e a recriação de performances e criação de novos trabalhos.

Pan African Unity Mural

O trabalho da artista Ângela Ferreira para o Project Room do MAAT é concebido para o’aqui’ e o ‘agora’. Além da sua própria trajetória, outras histórias biográficas são narradas, expostas e escondidas neste trabalho. Em tempo de crise da crítica, a artista renegoceia “velhas histórias”, incluindo as suas próprias, segundo comunicado de imprensa, à luz da necessidade urgente de novas perguntas e respostas.

Exposição permanente: Circuito Central Elétrica

Exemplar único do património histórico, industrial e arquitetónico da primeira metade do século XX, a Central Tejo está classificada como imóvel de interesse público e encontra-se totalmente conservada. A exposição conta a história da eletricidade, evoca o funcionamento e o ambiente de trabalho da antiga fábrica e percorre a evolução da eletricidade até às energias renováveis.