Com apenas dez episódios, The Bold Type sabe sempre a pouco aos seus fãs. Agora que a segunda temporada chegou ao fim, Rob Lowry, o supervisor musical da série, divulgou, através de instagram stories, quais os seus momentos musicais favoritos.

Para que relembres as aventuras de Jane Sloan (Katie Stevens), Kat Edison (Aisha Dee) e Sutton Brady (Meghann Fahy), e as músicas que as acompanharam, o Espalha-Factos traz-te esta lista:

That Feeling When – Dagny

O tema da cantora pop norueguesa, Dagny, foi o escolhido por Rob Lowry para terminar Feminist Army, o primeiro episódio da segunda temporada.

A canção fala do medo do desconhecido, um momento que as protagonistas de The Bold Type estão a passar. Jane está adaptar-se à vida fora da Scarlet Magazine e Kat a tentar inovar a revista, ao mesmo tempo que a relação com Adena avança.

Ainda no panorama amoroso, é aqui que Sutton escolhe a carreira em detrimento de Richard. Os constrangimentos sociais a que uma mulher está sujeita por, aparentemente, não poder ser bonita, bem sucedida e ter uma relação saudável com um homem com poder é, sem dúvida, uma das conversas mais importantes que The Bold Type tem o poder de iniciar.

Don’t Kill My Vibe – Sigrid

De Rose Colored Glasses, o supervisor musical de The Bold Type destaca outra vez uma artista norueguesa, desta feita Sigrid. As batidas de synth-pop e a letra da canção espelham as conquistas pessoais que as três protagonistas conseguem neste episódio.

Sutton mostra aos seus colegas que o facto de ser uma mulher bonita não é um fator determinante para o seu sucesso profissional, e numa América dividida pela cor da pele, Kat debate-se com a sua própria multirracialidade.

Fora das paredes da Scarlet, é a vez de Jane deixar que a Incite continue a calar a sua voz, ainda que isso culmine no seu despedimento.

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Proud – Rita Ora

Em The Scarlet Letter, tudo gira em torno do positivismo corporal e da forma como este é retratado em revistas dedicadas ao público feminino.

Rita Ora serve de banda sonora a um dos pontos altos da temporada. São as próprias atrizes que dão o corpo ao manifesto e fazem um ensaio fotográfico onde mostram aquilo que a sociedade não considera perfeito.

As cicatrizes, acne e estrias destas mulheres são vistas à lupa e mostram o porquê de The Bold Type ser uma série com protagonistas que realmente representam aquilo que as mulheres são.

Never Be The Same – Camila Cabello

A canção desta lista que provavelmente sabes de cor. Camila Cabello serve de pano de fundo para um momento íntimo entre Kat e Adena, mas OMG trouxe mais do que isso.

A relação de Jane com a religião é um dos temas que nunca esperaríamos ver em The Bold Type, mas que a série mostrou maestria ao abordar. Outra relação problemática que marca o episódio é a das drogas com o mundo da moda e até onde alguém que quer singrar neste mundo pode ou não fugir à mesma.

Miracle – CHVRCHES

As batidas da banda escocesa contrastam com o momento em que Sutton se arrepende da decisão que tomou, mas vê Richard com outra mulher.

Stride of Pride trouxe à tona os problemas de classe e raça existentes nos Estados Unidos no que toca à desigualdade de oportunidades, um tema que parece nunca ter sido tão relevante como nos dias que correm.

Este episódio fica ainda marcado pelos momentos de cumplicidade entre as três amigas, principalmente na cena inicial que é um dos momentos mais divertidos de toda a temporada.

Curious – Hayley Kiyoko

A canção daquela que é intitulada “Lesbian Jesus” pelos seus fãs dá o mote à cena em que Kat decide explorar a sua sexualidade com outras mulheres que não a sua namorada. A quebra de linhas ténues no que toca a esta parte da trama é, sem dúvida, um dos pontos fortes da temporada.

Em The Domino Effect a série volta a abordar um dos temas mais fortes da primeira temporada, o assédio sexual, e mostra a importância das mulheres se apoiarem umas às outras não só nestas situações extremas, como também nos problemas do quotidiano.

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Deep End –  Lykke Li

Mais um vez, o momento musical que Rob Lowry destacou neste episódio é o que acompanha Kat na sua descoberta sexual. A única diferença? Em Betsy já o está a fazer com o consentimento da sua namorada, que decide dar-lhe o espaço de que ela precisar.

Betsy é um episódio que fica marcado pelas dinâmicas entre Jane e Sutton. Através dos seus diálogos, as duas amigas trazem novas perspetivas sobre um dos temas mais polémicos nos Estados Unidos, o controle de armas.

Landslide – Dagny

Este cover eletrónico de Landslide é a segunda entrada de Dagny nesta lista. Um clássico que traz sempre consigo alguma nostalgia, acompanha Jane num dos momentos mais complicados da temporada, ao descobrir que, por causa da sua predisposição genética para cancro, tem que decidir se quer ou não ter filhos rapidamente.

Outro dos temas que este Plan B também aborda é a integridade. Das marcas, das pessoas e o valor que esta tem para cada um de nós.

Pilot With a Fear of Heights – Felicity

Uma canção que fala sobre estar com uma pessoa que se sabe não ser indicada, encaixa que nem uma luva no momento em que Pinstripe se declara a Jane, apesar da relação desta com Ben.

O refrão pegadiço e as batidas animadas dão o mote para o episódio final já que tudo parece estar a correr bem. Kat decide que quer voltar a estar exclusivamente com Adena, e Sutton reconcilia-se com a sua mãe.

Torn – Katie Stevens

O momento musical de The Bold Type, na minha opinião. A luso-americana Katie Stevens gravou uma versão deste tema de Natalie Imbruglia que representa na perfeição todos os problemas pelos quais a sua personagem passa ao longo da temporada.

A season finale deixou muita coisa em aberto para a maior parte do elenco, e com a terceira temporada já a ser gravada, resta-nos esperar pelo próximo ano para descobrir que voltas é que The Bold Type ainda vai dar.

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