Para começar em grande o mês de agosto, os australianos Northlane subiram ao palco do Hard Club, no Porto, pela primeira vez. Este foi o último de três concertos no nosso país, tendo a banda passado também por Loulé e por Lisboa. A abertura ficou a cargo dos VOID e dos Thirdsphere.

Com estrelas nos olhos, os VOID, de Lisboa, foram os primeiros a começar as três horas de concertos. Evidentemente influenciados pelos cabeça de cartaz, os quatro músicos tocaram o seu EP, Navigate, na íntegra. A atuação foi um misto de riffs polirítmicos combinado com guturais demolidores que proporcionaram uma meia hora devastadora e bastante energética.

Quando o público teve alguns minutos para recuperar o fôlego, os Thirdsphere retiram-no novamente. Num turbilhão de blast-beats, breakdowns e solos, não houve um segundo de tédio no sua performance. Tocando praticamente todas as músicas do seu mais recente álbum, SYZYGY, e com bastante energia, os quatro músicos fizeram de tudo para tornar o seu concerto o mais memorável possível.

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E o momento mais esperado da noite finalmente chegou. Adornados com vestimentas apocalípticas, os cinco australianos subiram ao palco para receberem um mar de fãs cheios de expectativas acumuladas ao longo de mais de cinco anos.

Abrindo o concerto sem piedade alguma com o seu mais recente single, Vultures, os Northlane tocaram temas de vários álbuns com tamanha fidelidade à qualidade de estúdio que era necessário a certificação que não se estava a ouvir o áudio de um computador.

Apesar da sua técnica quase sobre-humana, a sua presença em palco foi o oposto de robótica. Entre saltos e agradecimentos, até mesmo o próprio vocalista Marcus Bridge proclamou que os fãs portugueses cantavam tão alto que era impossível ouvir-se a si próprio. Temas como Citizen, Masquerade, Rot e Quantum Flux levaram a sala 2 do Hard Club ao rubro no que facilmente foi uma noite inesquecível para todos.

Por volta das 23:30, a banda tinha acabado de tocar a sua última música. Uma fila enorme de fãs esperou pacientemente cá fora pela oportunidade de tirar uma foto com os membros e conversar um pouco, o que a banda realizou sem problemas para finalizar uma noite escaldante.

Fotografias de Ana Fonseca e Texto de Rui Carneiro