Edmar Castañeda e Gregoire Maret

Edmar Castañeda e Gregoire Maret conquistam o público madeirense

É final de tarde na Estalagem da Ponta do Sol, o sol põe-se sobre o mar por detrás de um dos rochedos que circundam a vila madeirense. O público vai compondo o espaço, sentando-se no pequeno jardim da Estalagem que está prestes a receber o primeiro concerto de agosto dos Concertos L. Entre os presentes, distinguem-se pessoas de várias nacionalidades e de todas as faixas etárias, à espera de Edmar Castañeda e Gregoire Maret.

O concerto desta noite está esgotado. O palco de pequenas dimensões, muito próximo do público, contribui para o ambiente intimista do espetáculo. Por motivos pessoais, a cantora colombiana Andrea Tierra não vai poder estar presente.

Pouco depois das 22h, Edmar, com a sua harpa, e Gregoire, com a sua harmónica, sobem ao palco. O concerto arranca com uma longa composição intitulada Cuarto de Colores. É imediatamente visível o domínio que Edmar tem do seu instrumento, enquanto ressoa a latinidade da sua música. Gregoire faz uma entrada serena, atento aos movimentos de Edmar.

No final do primeiro tema, o público está já impressionado com a prestação dos dois músicos. Edmar apresenta, depois, a próxima música, Entre Cuerdas, e leva alguns dos presentes a expressar o seu entusiasmo. Trata-se de uma composição com uma sonoridade tradicional da Colômbia, terra natal de Edmar, e da Venezuela, país que acolhe uma vasta comunidade madeirense.

A terceira música, Jesus de Nazareth, é tocada quase exclusivamente pelo músico colombiano. Logo depois é a vez de Gregoire Maret brilhar, fazendo um solo improvisado de harmónica. O som de Edmar regressa depois suavemente, primeiro com percussão, batendo na madeira da harpa. De seguida, retoma o dedilhar das cordas com a velocidade que o carateriza.

Em português, com o sotaque do Brasil, o suíço Gregoire apresenta o próxima tema, uma adaptação do famoso Libertango, do argentino Astor Piazolla. A música que vem a seguir, For Jaco, é uma homenagem ao norte-americano Jaco Pastorius, um dos maiores baixistas de jazz.

Antes da última música, Edmar, bem disposto, pergunta ao público “Samba ou fado?”, para imediatamente a seguir dizer “Não sei fado, estou a brincar”. Samba será, com mais um solo de Gregoire pelo meio. O tema termina com a ovação, em pé, do público. A audiência reconhece o sucesso desta simbiose entre Edmar Castañeda e Gregoire Maret, entre harpa e harmónica.

Os dois músicos regressam ainda para um encore. Tocam mais uma música com a mesma intensidade que as outras sete. No fim, nova aclamação do público, enquanto os músicos agradecem, com um sorriso expressivo, e abandonam o palco.

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