Pode ser visto como um twist ao conto clássico, escrito por Hans Christian Andersen. Tem semelhanças com A Pequena Sereia (1989) da Disney pois, para além de ser seu homónimo, também é o trabalho de uma dupla de realizadores. Depois de A Bela e o Monstro (2017), é o próximo remake de um filme da mesma companhia. Mas saiu 29 anos mais tarde e estreia amanhã, dia 2 de agosto, nos cinemas portugueses.

A Pequena Sereia (2018), realizado e escrito por Blake Harris e correalizado por Chris Bouchard, é uma vaga adaptação que reinventa a história original na aventura de Cam, um jovem repórter, e a sua irmã mais nova, Elle, que descobrem uma encantadora criatura que julgam ser a verdadeira pequena sereia. Como esta se encontra presa no aquário de um circo no Mississípi, Estados Unidos da América, juntos embarcam na demanda de a retirar daquele lugar.

O elenco do filme conta com Poppy Drayton no papel da sereia, William Moseley como repórter Cam, Loreto Peralta a fazer da sua irmã mais nova, e Shirley Maclaine como a avó que conta esta história toda às suas reticentes netas. Maclaine, a estrela neste elenco, é detentora de um Oscar de Melhor Atriz Principal pelo multi-vencedor Laços de Ternura (1983), mas ficou mundialmente famosa pela sua prestação em O Apartamento (1960), um dos clássicos do colossal Billy Wilder, onde protagonizou a carismática Fran Kubelik.

O original da Disney gerou mais de 180 milhões de euros em termos mundiais. No entanto, passava-se no fundo do mar, ao contrário da nova versão. Contava então a história de Ariel, uma pequena sereia que se queria tornar humana, e dos seus amigos marinhos Sebastian e Flounder.

Frame do filme original da Disney, A Pequena Sereia (1989) (Fotografia: IMDb)

A animação marcou o começo da era Disney Renaissance (Renascimento da Disney), que durou dez anos após a sua estreia, através do lançamento de filmes como A Bela e o Monstro (1991), O Rei Leão (1994) ou Mulan (1998). A companhia, que sempre tivera imenso sucesso, via então a sua produtividade no campo da animação afundar-se. Mas, depois do aclamado Quem Tramou Roger Rabbit? (1988), que combina ato real com cartoon, A Pequena Sereia espoletou o recomeçar do sucesso da Disney nos filmes inteiramente animados.

Mas as divergências ainda podem ser notadas. Se a adaptação de 1989, que surgiu da coautoria dos realizadores Ron Clements e John Musker, era no formato de animação, a de 2018 é construída em ato real, ou seja, filmada e, naturalmente, com atores e prestações reais. Para além disso, o filme original, antes de atingir o estatuto de clássico, ainda arrecadou dois Oscars, ambos relativos à música.

Ainda será cedo para comentar, mas a especulação deixa o público ansioso e à espera para ver se essas divergências serão assim tão notórias. Até porque as expectativas estão altas e a crítica de olhos bem abertos.

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