Não Kahlo é a primeira criação de D. Mona. Encenado por Mónica Kahlo e Sílvia Raposo, já pisou os palcos madrilenos aquando do III Ciclo de Teatro Argentino e do Festival Clown e Cabaret do Teatro El Umbral de Primavera, bem como o Teatro El Montacargas. Regressa a Lisboa em setembro e permanece em cena em Portugal até 2019.

Frida Kahlo, pintora mexicana, espelhou na sua obra surrealista uma série de eventos trágicos que percorreram toda a sua vida, criando um universo artístico em aberto ás suas feridas físicas e psicológicas. Em Não Kahlo, esse realismo mágico latino-americano funde-se com o mundo surrealista e onírico de Lewis Carrol.

Alice vai reviver na pele de Frida uma história do absurdo, que revisita Diego, as rosas, os coelhos motorizados, a sexualidade, o aprisionamento, as limitações físicas. Cruzam-se, assim, dois universos surrealistas que trazem aos palcos a multidisciplinariedade e o multilingualismo de um espetáculo que atravessa a performance, a dança, as artes plásticas, o português, o inglês, o francês e o espanhol.

Para ver

Não Kahlo, apelidada pela crítica Estrella Savirón de uma “valiente y arriesgada, apuesta por la diversidade en la forma y el contenido” (em português, “valente e arriscada aposta pela diversidade na forma e no conteúdo”), vai estar em cena a 29 de setembro de 2018 no Auditório Municipal Beatriz Costa, em Mafra, pelas 21h30. Segue para a Casa das Artes do Porto a 12 de outubro, pelas 21h30, e, no dia seguinte, para a Casa do Capitão (Barroso, Porto) às 21h.

O primeiro espetáculo da cooperativa (cujo elenco integra, além das encenadoras, Margarida Camacho e Anabela Pires), regressa à capital de 18 a 21 de outubro na Casa do Coreto (quinta a sábado, pelas 21h30, domingo pelas 17h).

Kahlo

Foto: divulgação

D. Mona: um novo espaço de experimentação artística

D. Mona é uma cooperativa teatral e pluriartistica erguida exclusivamente por mulheres a 20 de agosto de 2017, em Lisboa. A encenadora e atriz Mónica Kahlo e a antropóloga e investigadora Sílvia Raposo (ambas doutorandas em artes performativas) criaram, assim, um novo espaço para a reflexão e a experimentação artísticas.

D.Mona é uma cooperativa que, apesar de recente no panorama cultural português, se afirma já como um laboratório de fusão de experiências culturais, de cruzamento de épocas e artistas e, em suma, de um hibridismo artístico inovador em Portugal.

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