A Banca dos Beijos / Barraca do Beijo / Jacob Elordi
Fotografia: Reprodução / Netflix

‘A Banca dos Beijos’. A sequela pode mesmo ganhar corpo

A Banca dos Beijos (A Barraca do Beijo, no Brasil) tornou-se um improvável sucesso de verão e já foi descrito por Ted Sarandos, CEO da Netflix, como “um dos filmes mais vistos do mundo este verão“. A porta está aberta para uma sequela.

O filme foi lançado pela plataforma de streaming há alguns meses, na sequência de várias temporadas cinematográficas em que o lançamento de comédias românticas em sala tem sido reduzido ou, pior, com fracos resultados de bilheteira. E, perante o sucesso, começam a acumular-se evidências de que um segundo filme está a caminho.

Atenção: A partir daqui há spoilers para quem não viu o filme.

1. O filme tem um final ambíguo

O protagonista, Noah (Jacob Elordi) ruma à universidade sem uma despedida própria desse nome e, depois de todas as reviravoltas da história, parece-nos pouco provável que a história de amor com Elle (Joey King) termine assim.

2. Joey King e Carson White já se disponibilizaram para uma sequela

Joey King já se disponibilizou para filmar um segundo filme. “Eu adorava trabalhar com toda a gente outra vez“, explicou a atriz. “Se a oportunidade surgir, quem sabe, não é? Algo pode acontecer. Não sei. Se houver uma sequela… não faço ideia se haverá“. E a atriz acha que, neste eventual segundo filme, a história tem de continuar com uma visita de Elle a Noah na faculdade e muitas aventuras à mistura.

O ator que interpretou o irmão da protagonista de A Banca dos Beijos, Carson White, também já se mostrou disponível e com vontade de fazer uma nova película. No Twitter escreveu “Quem é que quer uma sequela? Eu quero!“.

A Banca dos Beijos / A Barraca do Beijo
Fotografia: Reprodução / Netflix

3. A autora do livro que deu origem ao filme parece estar a trabalhar a possibilidade

A escritora de Kissing Booth, o livro que deu origem ao filme, tem estado a alimentar as expectativas dos fãs, a tirar notas e a responder a sugestões para eventuais linhas narrativas para a sequela. Alguns dias depois do lançamento do filme, colocou mesmo uma votação na sua conta do Twitter em que perguntou: “O que é que acham? Sequela para a Banca dos Beijos ou não?”. Os leitores foram esclarecedores: As respostas positivas ultrapassaram os 92%.

Em maio, admitiu estar a analisar todos os argumentos para uma sequela.

4. O número de fãs é enorme

As declarações da Netflix sobre o sucesso do filme, e os números disponíveis no IMDB deixam uma coisa clara: A Banca dos Beijos tem muitos fãs. E fãs que se manifestam: Intitulam-se a Kiss Squad e têm sido insistentes nos pedidos para continuação da saga.

Em junho, quando Ted Sarandos declarou estarmos perante “um dos filmes mais vistos do mundo”, a película rivalizava com Deadpool 2, Solo: Uma História de Star Wars e Os Vingadores: Guerra do Infinito. De acordo com dados da Netflix citados pelo New York Times, um em cada três espectadores do filme viram-no mais que uma vez, o que é um valor 30% superior ao normal.

Banca dos Beijos / A Barraca do Beijo
Fotografia: Netflix / Divulgação

Nas redes sociais, a protagonista Joey King passou de 600 mil seguidores no Instagram em maio para seis milhões em julho, um aumento de 1000%. Jacob Elordi tinha 15 mil seguidores, agora tem 5,2 milhões. Nós ajudamos com as contas: Um aumento de 34.600%.

Os fãs encontraram o filme, gostaram, e decidiram recomendá-lo a outras pessoas“, descreve Vince Marcello, realizador e argumentista. “Podes lançar uma campanha publicitária, fazer todos os truques habituais, mas nada é tão poderoso como teres os feeds do Twitter deles a dizer ‘Oh meu Deus, vejam isto!”.

No Rotten Tomatoes, as contas são um pouco diferentes, e mais preocupantes: A audiência classifica A Banca dos Beijos com 68%, mas os críticos dão lhe apenas 13%, uma das piores classificações do ano.

Sabemos, porém, que a plataforma de streaming tem tido um histórico de grande atenção aos pedidos dos fãs, demonstrado com o final de Sense8, cujo especial final de duas horas aconteceu devido a uma petição dos espectadores, com Gilmore Girls, que regressou depois do sucesso de audiência das antigas temporadas disponíveis na Netflix ou ainda com o filme Bright, chacinado pela crítica, mas que vai ter uma sequela depois de ter conquistado os subscritores.

 

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