A cada 15 minutos cerca de 30 pessoas são traficadas entre fronteiras internacionais“. Este é o mote da exibição da curta-metragem Terra Amarela (2018), de Dinis M. Costa, da próxima segunda-feira, 30 de julho, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

A apresentação tem entrada livre e foi agendada para o Dia Internacional Contra o Tráfico de Pessoas, tema central da obra e a explorar durante toda a sessão. O evento começa pelas 19h e vai contar com as presenças do realizador e de Carolina Castro Almeida, uma das produtoras do filme.

O dia comemorativo vai também ficar marcado pela celebração dos dez anos da estreia da curta-metragem Kunta (2008), sobre o mesmo tema, através de um visionamento ao fechar desta noite de cinema português. A sessão vai ainda ser acompanhada pelo seu realizador, Ângelo Torres, e por Carlos Isaac, co-autor do argumento da obra, cuja assinatura foi partilhada com o primeiro.

Kunta arrecadou, então, os prémios para melhor curta-metragem do Festival de Cinema de Luanda 2008 e do FESTin 2010.

A programação da estreia de Terra Amarela vai ser completada por uma conversa com o presidente da Assistência Médica Internacional, Fernando Nobre, e com Sara Nasi, psicóloga social na Associação para o Planeamento da Família.

Terra Amarela é uma viagem claustrofóbica de cerca de 15 minutos até ao mundo pouco explorado pelas massas do tráfico humano. O pano de fundo da curta é a Europa, nela vista como a terra de ninguém.

O objetivo do filme prende-se com uma denúncia do que se passa mas não nos passa à frente, como é o caso deste tema sensível, que prevalece como prática de uma das maiores organizações criminosas do século XXI.