O NOS Summer Opening regressou à Madeira nos dias 20, 21 e 22 de julho de 2018. Esta é a sexta edição deste grande festival urbano com o oceano Atlântico e o Funchal como pano de fundo. Pela primeira vez, o festival decorreu durante três dias, contando com uma maior diversidade de estilos musicais. Seja hip-hop, r&b, jazz ou samba, houve espaço para tudo e para todos.

Sendo um dos poucos festivais que ocorrem na Ilha da Madeira, este promete sempre ser uma entrada com o pé direito no Verão madeirense. O anfiteatro do Parque Santa Catarina reuniu as condições para o cenário perfeito. Com muito hip-hop e eletrónica para preencher a agenda cultural, foi possível contar com artistas nacionais e internacionais mas com grande destaque também para artistas madeirenses, uma prática recorrente por parte da organização.

Dia 20

No dia 20 de Julho, a primeira artista a entrar em palco foi a Miss D, intérprete e compositora madeirense. A cantora rapidamente aqueceu o espírito do público, quer com originais, quer com algumas covers. Em seguida, a Mallu Magalhães e a sua banda espalharam as boas vibrações pelo anfiteatro madeireinse, sem deixar de passar pelo Sambinha Bom, Velha e Louca e outros êxitos da instrumentista brasileira.

Rapidamente, o ambiente muda e o público entra ao rubro com Mishlawi e Wet Bed Gang, que foram, sem dúvida, o ponto alto da noite. Para terminar, e já com outra plateia, Branko anima noite fora com música eletrónica.

Wet Bed Gang

Dia 21

O segundo dia do festival iniciou-se com Dj Dadda, que preparou o palco para os Barbante, uma banda de rock de quatro amigos madeirense.

Barbante

No decorrer da noite, o hip-hop e r&b encheram o anfiteatro do Funchal, com os tão esperados Slow J e Piruka. Ainda no dia 21, foi possível contar pela terceira vez com o artista Richie Campbell. O cantor português já integrou o cartaz do NOS Summer Opening em 2014 e 2016.

nos summer opening

Richie Campbell

Dia 23

No último dia do NOS Summer Opening foi possível notar um público mais alargado, contando com uma maior presença de famílias e crianças no recinto. Foi um dia dedicado a música mais calma, começando por Elisa e Tiago, uma dupla muito querida entre os madeirenses. A dupla trouxe principalmente covers de músicas de outros artistas portugueses que rapidamente puseram o público em coro. Em seguida, subiram a palco as vencedoras do Got Talent Portugal 2018, as Ninfas do Atlântico que, num pequeno concerto mostraram o poder vocal que as levou até ao prémio.

Para terminar com chave de ouro, Salvador Sobral sobiu ao palco com a sua banda, realizando um concerto com espaço para muita música, muito improviso e muita conversa. Durante o concerto, Salvador narrou diversas histórias com ligações à Madeira e outras tantas aventuras dos seus 4 dias de turista pela ilha. O cantor fez tambémuma pequena homenagem à Venezuela, recordando a situação pela qual o país está a passar e agradecendo aos madeirenses a forma como têm acolhido os emigrantes desse país. Por último, com grande animação e outros convidados, encerraram o concerto com instrumentos e acessórios típicos madeirenses: braguinha, castanholas, brinquinho, chapéus e, sem poder faltar, muito bolo do caco.

Salvador Sobral

É de realçar que, ao longo do festival, a organização faz todo um esforço para oferecer uma experiência completa, principalmente, a quem vem de fora da ilha. Dois packs “Quatro Elementos”, estiveram disponíveis, com actividades ao ar livre para aproveitar as horas que antecedem os espectáculos, como passeios de teleférico, catamarã, canoa ou salto de parapente.

Texto, vídeo e fotografias de Elizabeth Vieira