“Dar de Volta” é um projeto que incentiva os munícipes do distrito de Setúbal a entregarem os livros escolares que já não precisam. Desta forma podem também receber de volta livros para o próximo ano letivo. O projeto iniciou-se em 2011 e tem sido repetido com sucesso, ano após ano.

Valores como a solidariedade, partilha, reutilização, reaproveitamento e rentabilização de recursos são estimulados por este projeto, em marcha desde 2011. Os benefícios não são apenas económicos, mas também ambientais, uma vez que apela à redução da produção de papel.

Barreiro, Palmela e Seixal são alguns dos municípios que participam no projeto “Dar de Volta”. Um projeto promovido pela AMRS (Associação de Municípios da Região de Setúbal), que «assenta nos conceitos de solidariedade e de rentabilização de recursos», de acordo com a própria associação.

Dar de Volta

Foto: AMRS

Como podes participar 

Também tu podes participar nesta ação solidária. Basta dirigires-te a uma das bibliotecas deste distrito (liga a confirmar o horário de funcionamento) e entregares os manuais escolares que tenhas, desde que sejam posteriores a 2014, para que ainda estejam em vigor.

Se queres receber manuais para utilizares no próximo ano letivo também podes fazê-lo, através da mesma rede de bibliotecas, levando contigo o nome dos livros que necessitas (bem como autores e editora).

Os números do projeto

Todos os anos são recebidos milhares de manuais escolares que são depois entregues a quem deles necessita. Esta entrega representa uma poupança para as famílias na ordem das centenas de euros por educando.

No Seixal, em 2016 foram recebidos 30.309 manuais escolares, e entregues 10.708; em 2017 foram recebidos 13.411 manuais escolares em condições de serem reutilizados; desses foram entregues 12.276. O número tem vindo a diminuir muito devido à gratuitidade dos manuais escolares prevista no Orçamento de Estado e que obriga a sua devolução às escolas.

Em Palmela, no último ano, foram recolhidos cerca de 10 mil manuais escolares que foram redistribuídos a 400 famílias.

E os livros que não são reutilizados?

O seu destino pode ser muito distinto. Podem ser reencaminhados para consulta nas bibliotecas municipais ou integrados noutras campanhas de solidariedade. Em 2016 alguns livros não utilizados foram entregues ao Banco Alimentar Contra a Fome, no âmbito da campanha “Papel por Alimentos”.

E se já não estiverem em condições de serem usados, seguem para a reciclagem.

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