A partir de 27 de julho, os fãs de Orange Is The New Black vão poder, finalmente, descobrir o que sucede o motim de três dias na prisão de Litchfield. A sexta temporada vai estar disponível para streaming na Netflix e o Espalha-Factos reuniu toda a informação que precisas para a tua maratona de verão.

A caótica situação em que as prisioneiras nos foram deixadas, na última temporada, deixou qualquer fã preocupado com o paradeiro da série. A morte de Poussey, na quarta temporada, abalou o que se havia tornado numa série com muito pouca intriga. Mexendo com tópicos como a brutalidade policial e o movimento Black Lives Matter, o motim celebra o fortalecimento da voz de uma classe dominada.

A Netflix deixou-nos a desejar por mais. Após 13 episódios que retrataram apenas três dias da vida em Litchfield, o futuro das personagens ficou completamente desconhecido. O trailer da nova temporada pouco adianta e os fãs já não aguentam muito mais.

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A arma de Daya

O segurança prisional Humphrey acaba por sofrer, também, nas mãos das mulheres que se vingam da sua personalidade sádica e abusadora. Após ter obrigado Maritza Ramos a comer um rato, apontando-lhe uma arma, o personagem vê o seu destino traçado na série.

A grávida Daya, acidentalmente, vê se na situação de poder, diante de todas as suas colegas, com uma arma apontada ao segurança. Após ter sido alvejado na perna, Humphrey fica, grande parte da temporada, numa maca da ala hospitalar.

Importante será relembrar que a personagem que obriga uma prisioneira a comer um rato, foi também o mesmo que incentivou uma luta agressiva entre o casal favorito da série – Maureen e Suzanne. A primeira, num ato de coragem, dirige-se junte a este e, de forma subtil e discreta, termina com a sua vida.

Daya na posição de poder em Litchfield.

Daya, na quinta temporada de Orange is the New Black, com a arma apontada a Humphrey.

A Resistência

O final violento e tenso da equipa de intervenção na prisão mais adorada dos Estados Unidos contou com uma das cenas mais emocionantes da série. Paradoxalmente, um grupo de dez mulheres completamente distintas formam uma resistência que se entrega à polícia. De mãos dadas, as corajosas prisioneiras esperaram e aceitaram o seu destino, sob uma forma quase divinal.

Personagens estas que, ao longo da temporada, sofreram nas mãos de Piscatella, o guarda prisional que, é descrito como o “Chewbacca careca“. Aprisionadas e torturadas pelo homem que elas tanto odiavam, a série conquista uma representação visual, e até chocante, da brutalidade policial. O braço partido de Alex e o coro cabeludo cortado de Red motivam a força destas mulheres em criar uma união e, literalmente, dar as mãos. Já para não falar da situação que despoletou a revolta – a morte injusta de Poussey.

A resistência de Litchfield.

Frieda Berlin, Suzanne, Cindy “Tova” Hayes, Taystee, Red, Piper Chapman, Alex Vause, Nicky Nichols, Gloria Mendoza, and Blanca Flores de mãos dadas à esperança da equipa de intervenção.

As separações

Divididas em autocarros, o final da quinta temporada deixa em aberto o paradeiro das várias personagens. A icónica dupla latina, que funciona como sátira à geração digital do Youtube, é separada pela polícia. Lorna, grávida de Nicky, é também separada das suas colegas.

Seja numa nova prisão, ou até mesmo separadas, já no ano passado se sabia que a série iria contar com a sexta temporada, mas o que se pode esperar da mesma? Será mais uma continuação forçada de um plot que já deu tudo o que tinha a dar? Ou poderá a Netflix surpreender?

A verdade é que o trailer e as primeiras imagens da sexta temporada não respondem, de todo, a estas perguntas e pouco se pode concluir. Para além do paradeiro desconhecido de Alex, uma das personagens principais, e o novo cenário de prisão, não há muito mais que se possa assumir. Mas algo é certo, o azul é o novo laranja.