NOS Alive já terminou e neste momento já só restam as memórias dos concertos que mais nos marcaram e a expetativa de um próximo cartaz tão completo quanto este último. Porém nem só de música é feito este festival. Como já é habitual, o humor marca a sua forte presença no Palco Comédia e o Espalha-Factos não podia deixar de te contar todos os pormenores.

Claro que a principal e grande novidade deste ano foi a presença da arte de Bordalo II, numa construção, no mínimo peculiar, montada a partir de desperdícios.

Neste palco assistiu-se a uma dualidade: do lado esquerdo a natureza e harmonia. Do outro o caos.

Durante os intervalos podiam ouvir-se pássaros a chilrear. Ao mesmo tempo, Desumano, Despiste, Desilude, Desterro, Destaca, Desfaz, Desgasta, Desliga, Desune, Desliza foram algumas das palavras que também foram surgindo no ecrã colocado ao centro.

Os melhores humoristas nacionais e atuações que não desiludiram

A 12.ª edição teve um cartaz de excelência quanto ao humor. O grande anfitrião do palco foi o humorista Jel.

O primeiro dia arrancou com Joel Ricardo Santos e com comédia à moda do Norte na atuação de Rui Xará.

Seguiu-se uma grande estreia, a dupla Colóquio de Bethipsters constituída por Guilherme Geirinhas e Manuel Cardoso. Para além do stand-up, o rap moralista chegou ao Alive cantado por Guilherme Duarte do blogue Por Falar Noutra Coisa. O dia 12 encerrou com Rui Sinel de Cordes – acabado de chegar da sua tour, London Eyes.

O segundo dia abriu com o humorista Miguel Lambertini e seguiu o ritmo das gargalhadas com Bruno Henriques – um dos fundadores da página Jovem Conservador De Direita.

Durante o intervalo dos concertos, Rui Cruz fez-se ouvir. O espetáculo que preparou para esta noite trouxe reflexões sobre uma sociedade cada vez mais intolerante.

Seguidamente, os festivaleiros receberam do Reino Unido, Simon Day. Este humorista  premiado pela Time Out, veio até Algés reviver alguns dos seus personagens como Billy Bleach, Tony Beckton e Brian Pern.

Para encerrar a noite, os Kalashnikov trouxeram música ao Palco Comédia. Vieram celebrar 10 anos desde a sua última atuação no festival com o seu próprio estilo musical ao qual chamam Wartime Rock ‘n’ Roll.

No último dia de festival, os festivaleiros começaram a tarde a rir com João Pinto, do programa Sempre Em Pé. A tarde era para seguido com Ana Garcia Martins do blogue A pipoca mais doce, que ia marcar a presença feminina no palco dedicado ao humor. No entanto, uma complicação com a sua gravidez impediu-a de estar presente e foi Hugo Sousa que, para espanto dos presentes, subiu ao palco. Quem esperava pela “pipoca” não se desiludiu com o humorista que focou a sua performance no tema “um portuense a viver em Lisboa” (e no Brasil um pouco também).

Depois de esgotar salas com a tour Quero lá saber, Diogo Batáguas marcou presença com o seu humor carateristicamente irónico. O cartaz seguiu com Pedro Teixeira da Mota, conhecido pelo seu podcast Ask.tm, material que trouxe para o palco. O comediante trouxe ainda algo inovador para o espetáculo: chamou o público para contar piadas e este aderiu sem hesitar.

Finalmente, o festival encerrou com a atuação da banda Cebola Mol, conhecidos pelo tom cómico das suas músicas.

No geral, foi a arte de Bordalo II que mais marcou estes momentos de bom humor. Ter a oportunidade de criar um dos palcos com dimensão e importância que este festival tem, é um desafio. Porém, o artista português não podia tê-lo feito melhor. As performances dos comediantes presentes, grande parte também portugueses e nomes importantes do humor nacional, ficaram ainda mais especiais com este ambiente em redor.

Este slideshow necessita de JavaScript.

LÊ TAMBÉM: SATURNAIS, O SHOW DRAG, ESTREIA DIA 25 DE JULHO NA COMUNA