O festival Mad Cool, que arrancou nesta quinta-feira em Madrid, incompatibilizou-se um dos cabeças-de-cartaz de sexta-feira (13). Aconteceu com os britânicos Massive Attack, que se recusaram a subir a palco devido ao confronto direto com os escoceses Franz Ferdinand.

O concerto dos Massive Attack estava agendado para as duas da manhã, já a meio da performance dos escoceses. A banda não subiu a palco, numa decisão que os responsáveis pelo Mad Cool afirmam ter sido “unilateral”. Como motivo para o seu não comparecimento, os pioneiros do trip hop citam a interferência do som produzido pelos Franz Ferdinand.

De acordo com o El País, o público esperou duas horas pelo grupo; ouviram-se gritos e assobios intensos durante a infrutífera espera. Apenas duas horas depois terá a organização explicado o sucedido.

Em comunicado, o Mad Cool afirma: “Fizemos tudo o que nos foi possível para alterar os horários de outras bandas e encontrar uma hora em que os Massive Attack se sentissem confortáveis [a atuar], mas a banda decidiu unilateralmente cancelar o seu concerto.

A edição de 2018 do evento está a ser marcada pelo que o El País diz ser um “caos organizacional“. Têm sido gerados protestos e petições que denunciam as longas filas de espera e a falta de segurança.

Os problemas no decorrer do Mad Cool não são recentes. Em 2017, entre concertos de Alt-J e Green Day, um acrobata deu uma queda fatal durante uma performance. A organização foi criticada por ter prosseguido com as atuações da noite.

No final de junho, o NOS Alive anunciou uma parceria com o festival madrileno; foi disponibilizado um bilhete conjunto para os dois eventos em modalidades diferentes.

O último projeto dos Massive Attack, responsável por discos seminais como Blue Lines ou Mezzanine, foi o EP Ritual Spirit. O disco marcou o retorno de Tricky à formação da banda, contando ainda com participações de Young Fathers ou Roots Manuva.